A estudante de design gráfico de Florianópolis, Gabriela Dalcin, 18 anos, é finalista de uma seleção mundial realizada pelo grupo coreano feminino de k-pop, Blackswan. Em breve, a jovem embarca para a Coreia do Sul, onde deve participar de treinamentos que irão definir a quinta integrante da banda.
Gabriela Dalcin, de 18 anos, é finalista de um concurso mundial – Foto: Internet/Divulgação/NDAntes mesmo do k-pop ganhar visibilidade no mundo, com grandes nomes como BTS, Blackpink e EXO, Gabriela já era uma amante do gênero musical, que surgiu na Coreia do Sul.
Apesar de poucas pessoas tomarem conhecimento, o hit Gangnam Style do coreano Psy, faz parte do estilo k-pop, e foi essa música que abriu os horizontes de Gabriela. Em 2013, ela não sabia que alguns anos depois o estilo musical viraria febre.
SeguirMas foi em 2016 que a catarinenses foi apresentada oficialmente ao k-pop. Uma amiga insistiu que Gabriela ouvisse uma canção do grupo BTS. “A primeira vez que eu escutei sabendo que era k-pop foi quando uma amiga minha implorou para que eu assistisse um clipe do BTS, e eu não queria, até que ela fez eu assistir, e eu gostei”, conta a estudante.
Envolvimento com a arte começou cedo
Gabriela é envolvida com o teatro musical, que envolve o canto, a dança e a atuação, desde muito cedo. “Desde os meus nove anos eu faço teatro musical. Meus pais sempre colocaram música aqui em casa, e eu assistia musicais, então sempre esteve na minha vida”, lembra Gabriela.
“Teve um momento que eu me dediquei somente ao canto, e quando conheci o k-pop pensei: ‘Nossa, envolve canto, dança, gosto das coreografias’, e foi algo que me fascinou, e comecei a me dedicar”, explica a jovem.
Em 2018, Gabriela Dalcin entrou para um grupo feminino de dança cover. “Nós dançamos as mesma coreografias que os grupos de K-pop, mas não cantamos, só dançamos mesmo”, conta a estudante, que já se dedicava a carreira de K-pop antes de surgir a oportunidade de entrar no grupo coreano.
Como surgiu a ideia de participar do concurso
O grupo Blackswan é composto por quatro integrantes, uma brasileira, a curitibana Larissa Ayumi, duas integrantes coreanas, Youngheun e Judy, e outra, Fatou, senegalense. O concurso busca encontrar uma quinta integrante para o grupo, e a seletiva foi aberta mundialmente.
“Eu já seguia o grupo nas redes sociais, e foi por lá que elas divulgaram a seleção. Quando eu vi, pensei ‘será que eu faço?’, porque tem muitas pessoas que participam, então fiquei com receio”, conta.
Para fazer parte do concurso era necessário enviar um vídeo em inglês -idioma que a jovem já dominava, se apresentando. As candidatas também precisaram cantar e dançar para conquistar os jurados.
“Tinha que mandar um vídeo cantando, um dançando, e outro vídeo se apresentando, para eles conhecerem as candidatas”, explicou. Gabriela afirma que não pode dar muitos detalhes sobre os processos, já que a seletiva está em andamento.
Da inscrição ao resultado
A jovem de apenas 18 anos lembra que em um primeiro momento, ainda durante as inscrições, o medo quase fez com que ela desistisse da inscrição.
“Ninguém quer receber um não, mas na vida, qualquer artista vai receber vários ‘nãos'”. E o meu ‘sim’ chegou, e eu passei para a segunda fase, e depois da segunda para a terceira fase, que é passar dois meses na Coreia treinando a dança, canto e língua coreana”, conta.
Gabriela lembra como foi a reação dela e dos pais quando receberam a notícia. “Quando eu passei na primeira fase, aqui em casa ninguém acreditou. Assim, você imagina que pode acontecer, mas não dá para colocar muita expectativa em cima, para não acabar se frustrando. Mas, nós temos sempre uma esperança”, ressalta.
“A ficha dos meu pais caiu antes da minha. Quando eu passei para a segunda fase meus pais estavam viajando, e eu estava sozinha aqui em Florianópolis por causa dos ensaios. A adrenalina foi lá em cima, eu chorei de felicidade, porque é uma conquista muito grande só de ter passado”, afirma a catarinense.
O resultado do concurso ainda não tem data prevista, mas a próxima integrante será escolhida conforme seu desempenho no treinamento. “A que conseguir mostrar melhor o seu potencial vai entrar para o grupo”, disse Gabriela.
Viagem à Coreia do Sul
Sem poder dar muitos detalhes, a estudante afirma que até dezembro os treinos já devem ser finalizados. “Em princípio a previsão é que até dezembro já estejamos há dois meses treinando, mas é difícil dizer por conta da pandemia“, afirma.
E, para a jovem catarinense, o concurso vai além do título de quinta integrante do grupo de K-pop. “Todas as meninas que passaram, as outras três finalistas, são pessoas muito talentosas”, continua. “Então todas tem potencial, e todas vão receber o mesmo treinamento”, ressalta.
“É algo que vai me fazer crescer, será um crescimento pessoal no ramo artístico. E se eu não ganhar, pelo menos uma de nós quatro estará realizando um sonho”, finaliza Gabriela Dalcin.