O 4º Festival de Ópera de Joinville, que já encantou centenas de pessoas desde o início da sua programação em 17 de agosto, chega à sua reta final com três concertos da ópera Rigoletto, de Giuseppe Verdi. O primeiro concerto foi apresentado na noite desta quarta-feira (4), no palco da Sociedade Harmonia Lyra.
A montagem fez parte das homenagens aos 150 anos da imigração italiana no Brasil. “Os imigrantes, tanto os italianos como os alemães e outras etnias, construíram o Brasil, especialmente a nossa região Sul. Deve-se muito a esses imigrantes, que trouxeram a sociedade que tinham na Europa”, destacou Álvaro Cauduro, presidente da Harmonia Lyra.
Álvaro Cauduro, presidente da Harmonia Lyra. – Foto: Carlos JR./NDA ópera Rigoletto, uma das mais famosas do compositor Giuseppe Verdi, é a única montagem da obra no Brasil este ano, o que atraiu visitantes de fora, como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e diversas cidades catarinenses.
Seguir“A ópera representa bem a cultura italiana, que aparece muito facilmente pela culinária, mas a ópera é uma representação mais profunda da importância da Itália para o Brasil, especialmente aqui em Joinville”, comentou o cônsul honorário da Itália, Guilherme Marco de Lima.
O cônsul honorário da Itália, Guilherme Marco de Lima, também marcou presença no evento – Foto: Carlos JR./ND‘Estamos resgatando a essência’, diz senadora
A senadora Ivete da Silveira, presente no espetáculo, ressaltou a relevância do evento. “Estamos resgatando a essência da cultura italiana. A Sociedade Harmonia Lyra, por décadas, foi palco de grandes óperas internacionais e também sediou o primeiro Festival de Dança. É uma instituição que simboliza a cultura de Joinville”.
Marcello Corrêa Petrelli, presidente do grupo ND também destacou a importância da imigração italiana. “Santa Catarina é um estado onde os italianos desempenharam um papel fundamental na colonização, transformação e construção do que somos hoje. Há um enorme valor em viver a cultura italiana e mostrar a qualidade do ser italiano”, afirmou.
Três horas de ópera Rigoletto
Com três atos e três horas de duração, a montagem envolve mais de 50 pessoas, entre músicos, solistas e figurantes. “Essa ópera, principalmente pela sua história, prende o público até hoje. Rigoletto fala sobre poder, corrupção e traições. Conta a história de Rigoletto, o bobo da corte, odiado pelos cortesãos por sua língua ferina e capacidade de expor os defeitos de todos”, resumiu Antônio Cunha, diretor cênico.
Homenagens a personalidades marcam noite de espetáculo
Além do espetáculo, homenagens marcaram a noite em Joinville. Personalidades que contribuíram para a cultura local receberam uma réplica da Lyra em madeira. Uma das homenageadas foi a cônsul-geral da Itália, Eugênia Tiziana Berti.
“Estou muito emocionada. É a primeira vez que estou em Joinville em uma ocasião oficial, e essa solenidade foi veramente importante. Fiquei surpresa e espero podermos continuar promovendo a cultura italiana para os jovens”.
O empresário Nilton Hang também recebeu uma homenagem. “Foi uma grande alegria. A Havan foi homenageada pelo patrocínio ao festival de ópera, que é algo maravilhoso para Santa Catarina e para o Brasil. Realmente fiquei muito emocionado”.
Festival encantou Joinville
O festival contou com oito espetáculos ao todo, sendo quatro noturnos voltados para o público adulto, e três sessões didáticas com a participação de escolas da rede pública. “O teatro ficou cheio de adolescentes, e muitos pais trouxeram suas famílias, já que as apresentações eram abertas e livres”, comentou Aila Gama Mayer, diretora de projetos da Harmonia Lyra. Além dos espetáculos, o festival promoveu o lançamento de um livro e fez parte dos tradicionais Domingos Musicais.
Próximos espetáculos
Os últimos concertos de Rigoletto acontecem na sexta (6), às 20h, e no domingo (8) de setembro, às 17h. Os ingressos são gratuitos, mediante a contribuição solidária de três litros de leite, e podem ser reservados pelo Ticket Center.