Morreu, durante a madrugada desta sexta-feira (12), o cantor Zelito Miranda, aos 66 anos, em Salvador, na Bahia. A informação foi divulgada pela família do artista em nota à imprensa. Segundo os familiares, médicos apontam como causa da morte embolia pulmonar.
Arista teve complicações pulmonares na madrugada desta sexta (12), mas não resistiu a caminho do hospital – Foto: @zelitomiranda/Instagram/Reprodução/NDA família do artista informou que Zelito passou mal por volta das 5h desta sexta. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado, mas o cantor morreu antes de chegar ao hospital. Zelito iria completar 67 anos em 30 de agosto.
O velório está marcado para as 16h45, no cemitério Bosque da Paz, em Salvador, e será aberto para fãs, familiares e amigos. O artista deixou esposa e duas filhas: Luiza e Clarice, que está grávida de nove meses de um menino.
SeguirHistórico de problemas pulmonares
Zelito teve pneumonia em 2021 e ficou internado na UTI do Hospital Geral Roberto Santos. Ele passou pelo tratamento durante quase um mês, sendo orientado pelos médicos durante o processo, mantendo sua agenda de shows dos últimos meses.
Relembre carreira
Zelito Miranda nasceu em Serrinha, a 170 km de Salvador. Ele iniciou sua carreira musical aos 27 anos. Embora sua intimidade com o triângulo tenha começado ainda na infância, o artista trilhou por vários caminhos até chegar ao forró.
“Rei do Forró Temperado” em seu último show no São João do Pelô, em Salvador – Foto: @zelitomiranda/Instagram/Reprodução/NDApós gravar o primeiro disco de forró, Zelito passou a chamar sua música de MPN (Música Popular Nordestina), e passou a defender nos palcos o legado do maior forrozeiro brasileiro, Luiz Gonzaga.
Sua experiência em diversos gêneros da música deram a ele o apelido de “Rei do Forró Temperado”. Com um DVD e 12 CDs gravados, ele se tornou anfitrião do projeto que virou tradição em Salvador, o Forró no Parque, que completou 12 anos em 2022.
Entre os seus sucessos nos mais de 25 anos de carreira, estão “Fulorô”, “Forró na Casa do Zé” e “Trem do Forró”.