Hello, Leitores!!! Lembram que em abril, bem na época que ocorreu o ARVO Festival, soltei uma matéria aqui no Blog contando sobre ele e toda a sua programação?
Então, a matéria de hoje é sobre a grande diferença que o festival fez para o meio ambiente. Em busca de se tornar o 1º festival de música lixo-zero do Brasil, o ARVO reciclou e compostou mais de meia tonelada de resíduos nesta última edição.
ARVO Festival reciclou mais de meia tonelada de resíduos – Foto: Natasha Azambuja/Divulgação/NDReduzir, reciclar e reutilizar são premissas da gestão do ARVO, festival de música brasileira que realizou sua sexta edição nos dias 15 e 16 de abril, em Florianópolis.
SeguirCelebrado por sua responsabilidade com o meio ambiente, o evento vem evoluindo a cada ano quando diz respeito à sustentabilidade.
“Reduzimos em mais de 90% os resíduos gerados desde 2018 com estratégias de economia criativa. Para os resíduos orgânicos e descartáveis é feita a destinação correta, diminuindo os impactos ambientais. Estamos muito próximos de nos tornar um evento lixo-zero e isso nos enche de orgulho”, comemora Nathalia Possebon, fundadora e produtora da festa.
Resposta positiva
Depois de dois anos somente com eventos online, o retorno do ARVO ao ar livre foi um sucesso não só de público (6 mil pessoas) e qualidade musical, mas também em sustentabilidade.
“Ficamos muito felizes com a resposta do público, que contribuiu com a separação dos recicláveis e bitucas de cigarro. É emocionante ver como nosso trabalho reverbera nas pessoas quando a mensagem é passada de forma estratégica e artística ao mesmo tempo”, comenta Sara Borém, engenheira sanitarista ambiental da empresa responsável pelos resíduos secos e óleo de cozinha.
ARVO Festival quer se tornar um evento lixo-zero – Foto: Natasha Azambuja/Divulgação/NDForam coletados e destinados corretamente para a reciclagem: 96 quilos de alumínio, 63 quilos de plástico, 38 litros de óleo vegetal e 2,5 quilos de pontas de cigarro nos dois dias de shows.
Entre uma atração e outra, nos telões do festival, a geração de resíduos foi publicada de hora em hora com o objetivo de conscientizar o público.
“A pesagem simultânea nos ajuda a fazer uma cartografia do resíduo, de modo que possamos identificar de onde ele surge, para que nas próximas edições a gente possa reduzir ainda mais a produção de resíduos”, explica Sara.
“O processo de conscientização é exponencial, porque estamos aplicando uma tecnologia, uma responsabilidade social e ambiental. E a partir do momento que a tecnologia é aplicada, ela pode ser replicada. Outros eventos podem olhar nosso exemplo, repetir e finalmente tornar uma prática unânime”, completa.
Público curtindo o Festival que reuniu 6 mil pessoas na edição de 2022 – Foto: Natasha Azambuja/Divulgação/NDQuanto aos resíduos orgânicos, 172,30 quilos foram recolhidos pela Angatu, empresa que efetua a reciclagem de “tudo que um dia foi vivo”, segundo o fundador Caio Souza Pires.
“Se tudo isso tivesse sido destinado a aterros sanitários poderia ter gerado chorume e metano, substâncias poluentes tanto para nossa atmosfera quanto para o solo ou nossas águas. Em vez disso, por meio da compostagem, geramos 40 kg de adubo, um composto que pode ser utilizado para a produção de alimentos, fechando o ciclo da matéria orgânica, reduzindo substancialmente os impactos ambientais”, explica Caio.
Novos planos
Com o intuito de se tornar um evento lixo-zero, a organização planeja a cada ano novas ações para buscar esse objetivo. “Em 2022 conseguimos retirar totalmente a presença de vidro do evento, o que faz do ARVO um festival livre de garrafas”, conta Nathalia Possebon.
Na Praça de Alimentação Consciente não entrou plástico – tudo foi servido em embalagens biodegradáveis, materiais que puderam ser compostados pela Angatu e voltaram à natureza, adubando hortas e jardins.
“Terminar o evento e olhar para o chão limpinho, sem nenhum lixo, deixando o espaço exatamente como a gente encontrou é incrível. Porque nosso público é feito de jovens brasileiros e acreditamos que eles sejam a transformação do mundo. Entendemos nosso papel como produtores de evento, como catalisadores de novas ideias e na formação de um público consciente, que acredita na música e na arte como poderosos agentes de transformação da sociedade”, comemora a produtora.
Público curtindo as atrações do Festival, que conseguiu retirar a presença do vidro – Foto: Natasha Azambuja/Divulgação/NDO Mundo Maria explica resumidamente o que é o movimento lixo-zero, que foi uma das premissas do Festival:
O movimento é uma meta que é ética, econômica, eficiente e visionária para orientar pessoas a mudar seus estilos de vida e práticas para emular ciclos naturais sustentáveis, onde cada material descartado seja projetado para tornar-se recurso para outros usos.