O Centro Aquático será uma das principais localidades dos Jogos Olímpicos de Tóquio nesta primeira semana de Olímpiada. Ao todo, 19 novos nadadores integram o time de natação do Brasil na competição. Mesmo sendo iniciantes olímpicos, os atletas já carregam uma boa bagagem internacional de outras competições, como os Jogos Pan-Americanos.
No total, o Brasil levou 26 atletas para competirem nas piscinas de Tóquio. Entretanto, a principal aposta do país na água são as braçadas rápidas e certeiras do nadador Bruno Fratus, que compete na prova de 50m livre e no revezamento masculino.
Com 26 atletas, a delegação de natação é a maior já enviada pelo Brasil para competir em uma edição de Jogos Olímpicos fora do país – Foto: Jonne Roriz/COB/Reprodução/NDCaio Pumputis, um dos grandes nomes da nova geração, já soma 42 torneios internacionais. Em conversa com o portal de notícias Estadão no mês passado, Caio contou que “a renovação tem de existir. Nos Estados Unidos isso é constante. Sempre tem molecada que aparece com força. Nunca tive problema com pressão. A bagagem vai ajudar a manter o controle”. O nadador de 22 anos, possui medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos nos 200m medley e é dono do índice olímpico na mesma prova.
SeguirRenato Cordani, chefe de equipe da natação em Tóquio, afirmou que o objetivo mínimo dos nadadores é alcançar a final. Em 2016, o País conquistou o recorde de finais na história olímpica, com oito finalistas, e participou de dez semifinais. Com isso, foram quebrados quatro recordes sul-americanos e um brasileiro, apesar dos atletas não terem subido nos pódios.
“Nos Jogos do Rio, a natação ficou sem medalhas, e vamos em busca de voltar ao pódio e povoar as finais e semifinais em Tóquio”, disse, em junho, o dirigente da Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos.
Conheça os nadadores que vão representar o Brasil nas provas de natação em Tóquio e suas respectivas modalidades
- Aline Rodrigues – Revezamento 4x200m livre feminino;
- Ana Vieira – Revezamento 4x100m livre feminino;
- Beatriz Dizotti – 1500m livre;
- Breno Correia – 200m livre e revezamento 4x200m livre;
- Bruno Fratus – 50m livre;
- Caio Pumputis – 200m medley;
- Etiene Medeiros – Revezamento 4x100m livre feminino;
- Felipe Lima – 100m peito e revezamentos 4x100m medley e 4x100m medley misto;
- Fernando Scheffer – 200m livre e revezamento 4x200m livre;
- Gabriel Santos – 100m livre;
- Gabrielle Roncatto – Revezamento 4x200m livre feminino;
- Giovanna Diamante – Revezamento 4x100m medley misto;
- Guilherme Basseto – 100m costas e revezamentos 4x100m medley e 4x100m medley misto;
- Guilherme Costa – 400m, 800m livre e 1500m livre;
- Guilherme Guido – 100m costas;
- Larissa Oliveira – Revezamento 4x100m livre feminino;
- Leonardo de Deus – 200m borboleta;
- Luiz Altamir – Revezamento 4x200m livre;
- Marcelo Chierighini – Revezamento 4x100m livre;
- Matheus Gonche – 100m borboleta;
- Murilo Sartori – Revezamento 4x200m livre;
- Naná Almeida – Revezamento 4x200m livre feminino;
- Pedro Spajari – 100m livre;
- Stephanie Balduccini – Revezamento 4x100m livre feminino;
- Vinicius Lanza – 200m medley;
- Viviane Jungblut – 1500m livre.
Centro Aquático de Tóquio
O Centro Aquático de Tóquio foi construído especialmente para a Olimpíada e teve um custo de US$ 542 milhões (quase R$ 3,3 bilhões na conversão), sendo uma das últimas instalações esportivas a ficar pronta para a disputa.
Lá, atletas como Katie Ledecky e Caeleb Dressel, ambos dos Estados Unidos, devem assumir o protagonismo americano na hora de faturar os pódios. A piscina olímpica tem 50 metros com borda que pode ser movida, de modo a transformá-la na distância de 25 metros. A profundidade também pode ser alterada.
A arena tem capacidade para 15 mil espectadores, e receberá, além das provas de natação, as disputas de saltos ornamentais e nado artístico. O teto de 7 mil toneladas foi feito no chão e só depois içado para a posição final, sendo apoiado em quatro colunas em uma obra incrível de engenharia. Tal método de construção fez com que o custo fosse um pouco menor e também ficasse pronto mais rápido.
A arena aquática ainda conta com painéis solares e um sistema de equipamento geotermal que é utilizado para aquecer a água da piscina. Isso conversa diretamente com os padrões de sustentabilidade dos Jogos do Japão. As provas de natação começaram neste sábado (24), às 7h (horário de Brasília). As finais serão disputadas pela manhã no Japão, e à noite no horário do Brasil.