Dois anos, um mês e 29 dias depois da morte do jovem Sérgio Teixeira da Luz Junior, 23 anos, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu que o motorista acusado pelo homicídio deve ir a júri popular.
Para o pai do garoto atropelado na madrugada de 5 de agosto de 2017, a notícia dá esperança de que a justiça está mais perto de ser feita.
Caso Sirotsky: “Alguém vai ter que pagar”, diz pai de jovem atropelado em 2017Emocionado com a notícia, o homem que leva o mesmo nome do filho, aguarda somente o julgamento para colocar fim ao sentimento de impunidade.
Seguir“Eu não queria sentir isso que sinto, mas alguém vai ter que pagar e espero que o júri seja o mais rápido possível”, disse.
Apaixonado por esportes e natureza, o jovem estudava educação física na Udesc (Universidade Estadual de Santa Catarina) e era muito próximo do pai. Os dois passavam muito tempo juntos em dias de pescaria, escalada e trilha. “Nós éramos muito ligados e ainda somos”, completou o pai.
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Na noite do atropelamento, Júnior decidiu ir à festa pouco antes de sair. Ele saiu à convite dos amigos. Como tinha que trabalhar cedo no outro dia, deixou a casa noturna acompanhado de dois amigos antes de a festa terminar.
O trio caminhava às margens da SC-402 quando um carro os atingiu pelas costas. Na sequência, outro veículo passou pelo acostamento, atropelou Júnior mais uma vez e uma quarta vítima que havia parado para socorrer os meninos.
O primeiro veículo, um Audi A3, era conduzido por Sérgio Orlandini Sirotsky, na época com 23 anos. O segundo veículo que atingiu Júnior foi um Ssangyong, conduzido por Eduardo Rios, na época com 25 anos.
Segundo testemunhas, os dois motoristas estavam em alta velocidade. Segundo a denúncia do Ministério Público, a quarta vítima atropelada por Rios era um jovem que havia parado para ajudar o trio de amigos atropelado.
O trio foi socorrido e levado ao hospital. Os amigos sobreviveram, Júnior não teve a mesma sorte – ele morreu cinco dias depois.
“Alguém vai ter que pagar”, diz pai de jovem atropelado em 2017 – Foto: Arquivo Pessoal/InstagramAcusados respondem em liberdade
Em março, a justiça liberou Sérgio Sirotsky da tornozeleira eletrônica. Ele estava usando o equipamento desde agosto de 2018 porque havia descumprido medidas cautelares. Mesmo após uma violação da área de inclusão da tornozeleira, o juiz da 1ª instância, Renato Mastella, revogou o mandado de tornozeleira e manteve outras medidas cautelares.
Nesta quinta, após a 5ª Câmara da Criminal do Tribunal de Justiça determinar que ele vai a julgamento em júri popular, o advogado de defesa de Sirotsky, Nilton Macedo Machado, informou que pretende recorrer da decisão em instâncias superiores.
O advogado de Eduardo Rios, que também responde em liberdade, deve dar o mesmo prosseguimento ao caso. Francisco Emanuel Campos Ferreira espera, no entanto, o acórdão da decisão.