A revitalização da Via Expressa Sul de Florianópolis já foi concluída, mas quem usa o espaço para pedalar ou mesmo se locomover pela região está sentindo falta de uma parte importante da obra. A iluminação prometida, até agora, não deu sinal.
Ciclovia da Via Expressa Sul de Florianópolis está sem iluminação; veja o vídeo – Foto: Leo Munhoz/NDO casal Natanael e Juliana Nascimento adora pedalar. São moradores da Costeira do Pirajubaé e usam a bicicleta para quase tudo. Se animaram quando anunciaram que a rodovia que dá acesso ao Sul da Ilha seria revitalizada e ganharia novas ciclovias.
“A gente não sente segurança. O pessoal tem pontuado em vários grupos essa questão da insegurança, um piso bem irregular e uma iluminação que não foi dedicada para a ciclovia, dedicada para a rodovia. Não fica legal. A gente não se sente seguro e acaba indo para outros locais”, avaliou Nascimento.
Quando a obra foi anunciada, ela previa um sistema de iluminação similar ao da avenida Beira-Mar Norte. Porém, a iluminação atual é a que já existia, voltada para as pistas dos carros. Os ciclistas e pedestres ficam no escuro.
Juliana contou que “corre o risco de ser assaltada à noite, de manhã muito cedo. Tem uma falta de segurança bem grande e a gente tem sempre que andar em grupo, porque andar sozinho nem pensar”.
Pela mesma situação passa a psicóloga Krishna de Castro, que adora pedalar. Moradora do Pantanal, ela usa a bicicleta principalmente para ir ao Centro, mas prefere ir durante o dia. Se o passeio de estende um pouco mais, a volta é no escuro.
“Às vezes no fim de semana eu quero ir, mas se a gente estende o lazer até um pouco mais tarde fica bem perigoso de voltar. Aqui é bem escuro, bem ermo. Não se liga nada, não se liga nem ali a José Mendes. Você chega do meio da rua e aí tem um degrau alto”, relatou Krishna.
A psicóloga também questiona o fato da antiga ciclovia não ter sido revitalizada. Ela fica do outro lado da pista, mas está totalmente às escuras. Segundo os próprios ciclistas, ela era melhor do que as recém-construídas.
Para Krishna, “muitas das pessoas que utilizam aqui [as novas ciclovias] preferiam que revitalizasse lá. Se for para melhorar aqui, tem tanta coisa para melhorar, que eu continuo achando que é melhor revitalizar lá. Vai ter que botar iluminação igual. Ao invés de botar aqui, bota lá. Ajeitar o piso, porque esse piso não ficou suficiente. Colocar rampas, lá nem precisa porque já tem acesso, a daqui que não tem”.
O trecho que faz parte da revitalização da Via Expressa Sul, entregue em maio à população, tem pouco mais de 5 km. Vai do túnel Antonieta de Barros até o Trevo da Seta, na Costeira. É feita de concreto armado e tem ligações com o Saco dos Limões e com a avenida Jorge Lacerda.
Por meio de nota, a Prefeitura de Florianópolis informou que está em andamento o processo licitatório para contratar a empresa que vai executar a iluminação pública. O orçamento previsto é de R$ 6 milhões. A nota também explicou que a ciclovia antiga é de responsabilidade do governo do Estado.
Enquanto a prometida iluminação não chega, o jeito é ligar a luz da bicicleta e manter o ritmo para não perder o grupo de vista.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.