Empresário vítima de explosão em prédio em Balneário Camboriú morre

Ademir Formigoni Junior, de 37 anos, ficou exatamente um mês internado em São Paulo; laudo aponta interferência humana para provocar explosão

Thomás Garcia Blumenau

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A vítima de uma explosão que aconteceu em um prédio em Balneário Camboriú no dia 24 de outubro morreu neste domingo (24), exatamente um mês após a explosão. O empresário Ademir Formigoni Junior, de 37 anos, estava internado em São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos.

Explosão aconteceu no terceiro andar do prédio, onde Ademir morava – Foto: Polícia Militar/Divulgação/NDExplosão aconteceu no terceiro andar do prédio, onde Ademir morava – Foto: Polícia Militar/Divulgação/ND

Ademir ficou exatamente um mês internado em São Paulo, depois de ter 70% de seu corpo queimado na explosão. Em um primeiro momento, o empresário foi encaminhado para um hospital em Balneário Camboriú mas, no mesmo dia, transferido para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

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O local e horário que o corpo será velado ainda não foram definidos pela família do empresário.

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Laudo pericial

O laudo feito pelo Corpo de Bombeiros para investigar as causas da explosão aponta que houve “interferência humana na distribuição da rede de gás”. O laudo ainda aponta que no apartamento vizinho ao do empresário, estava faltando a válvula de bloqueio de gás. A falta desta válvula teria acarretado em um vazamento imediato do gás em grande proporção, ocasionando as condições ideais para uma explosão.

O documento ainda aponta que a explosão foi ocasionada pelo acionamento da luz automática do corredor do 3º andar do prédio, onde Ademir morava.

Por fim, o laudo ainda aponta que as câmeras do prédio flagraram um morador entrando no local onde está o registro geral de gás com uma chave inglesa momentos antes da explosão.

Entretanto, um segundo laudo pericial ainda está sendo produzido. Este outro, pelo IGP (Instituto Geral de Perícias).

Investigações e inquérito policial

O delegado Artur Nitz, responsável pelas investigações do caso, afirmou ao ND que o inquérito policial ainda não foi finalizado.

Nitz disse que ainda falta à polícia fazer a oitiva de outras duas pessoas para que o inquérito possa ser finalizado. Além disso, ainda falta também o laudo pericial produzido pelo IGP.

O delegado ainda contou que o laudo feito pelo IGP deve ser finalizado ainda durante esta semana e, posteriormente, encaminhado para a Polícia Civil. Com este laudo e as oitivas faltantes, o inquérito policial será finalizado.

* Com informações da RICTV

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