
O cardápio foi preparado para atender desde o tradicional ao mais requintado paladar: filé de tainha a belle meuniére, ova ao molho pesto e, claro, a tradicional tainha escalada e grelhada. A terceira edição do festival I Love Tainha, realizada neste domingo (10) no Mercado Público de Florianópolis, conectou as origens do pescado mais tradicional da cidade ao que há de mais moderno no mundo da gastronomia.
O evento reuniu manezinhos e visitantes nos tradicionais restaurantes do vão central do mercado em uma disputa saudável —em todos os sentidos, já que o pescado é tido como “santo remédio’ para tratar Alzheimer, artrite, além de ser fonte de vitamina D, de proteínas e indicado na prevenção de doenças cardiovasculares.
Como proposta para o festival, os restaurantes trouxeram uma variedade de formas de preparar o pescado. E não faltaram opções. Quem estava disposto a experimentar, pode provar a tainha preparada à francesa, portuguesa, ou daquele jeito que só a avó preparava.
Seguir“Temos muitas opções, mas quem gosta de tainha mesmo já pede direto a grelhada. É a que mais saiu hoje”, contou o garçom Eliel Hilleshein, 23. Nascido em Florianópolis e apreciador do peixe, Hilleshein oferecia como opção aos que tinham dúvidas sobre o que comer a tainha “vento suli”. Frita inteira, com acompanhamentos, o nome do prato faz menção ao vento sul, que nessa época do ano é um dos principais indicadores de que a tainha vai chegar nas redes dos pescadores.
O casal Rubens Souza, o Rubinho, 40, e Ana Luiza, 36, ele de São Paulo e ela de Brasília, aproveitaram o domingo para saborear o peixe favorito. “Nós já estamos há bastante tempo em Florianópolis e aprendemos a gostar de tainha. Sempre que podemos, provamos”, contou Rubinho.
O evento ainda contou com atrações musicais e foi encerrado com uma apresentação da banda Dazaranha, com letras que contam as histórias e costumes ilhéus que sobrevivem ao tempo de geração em geração, assim como sobrevive a própria cultura da tainha.
