Festival I Love Tainha traz diferentes formas de preparo do pescado mais querido da cidade

Terceira edição do evento foi realizada neste domingo (10) no Mercado Público de Florianópolis, com show do Dazaranha e muita criatividade nos restaurantes do vão central

Fábio Bispo Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp
Terceira edição do festival I Love Tainha foi realizada neste domingo (10), no Mercado Público de Florianópolis - Marco Santiago/ND
Terceira edição do festival I Love Tainha foi realizada neste domingo (10), no Mercado Público de Florianópolis – Marco Santiago/ND

O cardápio foi preparado para atender desde o tradicional ao mais requintado paladar: filé de tainha a belle meuniére, ova ao molho pesto e, claro, a tradicional tainha escalada e grelhada. A terceira edição do festival I Love Tainha, realizada neste domingo (10) no Mercado Público de Florianópolis, conectou as origens do pescado mais tradicional da cidade ao que há de mais moderno no mundo da gastronomia.

O evento reuniu manezinhos e visitantes nos tradicionais restaurantes do vão central do mercado em uma disputa saudável —em todos os sentidos, já que o pescado é tido como “santo remédio’ para tratar Alzheimer, artrite, além de ser fonte de vitamina D, de proteínas e indicado na prevenção de doenças cardiovasculares.

Como proposta para o festival, os restaurantes trouxeram uma variedade de formas de preparar o pescado. E não faltaram opções. Quem estava disposto a experimentar, pode provar a tainha preparada à francesa, portuguesa, ou daquele jeito que só a avó preparava.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“Temos muitas opções, mas quem gosta de tainha mesmo já pede direto a grelhada. É a que mais saiu hoje”, contou o garçom Eliel Hilleshein, 23. Nascido em Florianópolis e apreciador do peixe, Hilleshein oferecia como opção aos que tinham dúvidas sobre o que comer a tainha “vento suli”. Frita inteira, com acompanhamentos, o nome do prato faz menção ao vento sul, que nessa época do ano é um dos principais indicadores de que a tainha vai chegar nas redes dos pescadores.

O casal Rubens Souza, o Rubinho, 40, e Ana Luiza, 36, ele de São Paulo e ela de Brasília, aproveitaram o domingo para saborear o peixe favorito. “Nós já estamos há bastante tempo em Florianópolis e aprendemos a gostar de tainha. Sempre que podemos, provamos”, contou Rubinho.

O evento ainda contou com atrações musicais e foi encerrado com uma apresentação da banda Dazaranha, com letras que contam as histórias e costumes ilhéus que sobrevivem ao tempo de geração em geração, assim como sobrevive a própria cultura da tainha.

Garçom Eliel Hilleshein contou quais são as opções mais requisitadas do cardápio - Marco Santiago/ND
Garçom Eliel Hilleshein:“Temos muitas opções, mas quem gosta de tainha mesmo já pede direto a grelhada”– Marco Santiago/ND