A Justiça uruguaia confirmou ontem a descoberta de um esqueleto inteiro em uma propriedade militar onde havia um centro de detenção e tortura durante a ditadura (1973-1985). A descoberta de um corpo havia sido anunciada na terça-feira. Antropólogos forenses devem remover os restos humanos, disse Ricardo Perciballe, procurador de crimes contra a humanidade.
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O esqueleto está muito próximo do local onde foram encontrados, em 2005, os restos mortais de Fernando Miranda, pai de Javier Miranda – presidente da coalizão governista Frente Ampla -, que desapareceu durante a ditadura. Segundo dados oficiais obtidos com agências internacionais, 192 pessoas desapareceram durante o regime militar.