O Exército de Israel reforçou a presença de tropas na Cisjordânia e próximo à Faixa de Gaza nesta quarta-feira (29). Os fatos ocorreram um dia após o anúncio de um plano de paz do governo americano para o Oriente Médio, rejeitado pelos palestinos.
Após a divulgação do reforço, Israel reportou o disparo de um foguete da Faixa de Gaza contra o sul de Israel. Segundo o governo israelense, não houve feridos. O comando militar israelense disse que revidou e atacou alvos do Hamas no território palestino, sem dar detalhes.
Após reunião, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, reafirmou que não aceitará o plano americano – Foto: Kremlin/Wikimedia Commons/Divulgação/NDNo mesmo dia do anúncio, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, realizou uma reunião de emergência de líderes palestinos, que incluiu também representantes do Hamas. Após o encontro, eles reafirmaram que não aceitarão o plano americano.
SeguirMahmoud Abbas anunciou ainda que falará sobre o tema no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo o embaixador palestino nas Nações Unidas, Riyad Mansur, o pronunciamento será feito dentre duas semana.
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Também nesta quarta-feira (29), o gabinete do premiê israelense descartou a possibilidade de votar a anexação dos assentamentos e do Vale do Jordão neste domingo (26), como havia prometido Netanyahu. Segundo Yariv Levin, ministro do Turismo, não há tempo para que a proposta seja avaliada.
Netanyahu retorna a Israel nesta quinta-feira (30), com duas vitórias na bagagem. Além do acordo favorável com os EUA, ele conseguiu o indulto a Naama Issachar do presidente russo, Vladimir Putin. Naama é uma israelense condenada a sete anos e 6 meses de prisão por tráfico de drogas na Rússia.
Eleições israelenses e apoio brasileiro
O primeiro-ministro israelense espera que suas duas conquistas mudem os rumos da eleição de março. Por enquanto, as pesquisas apontam para o mesmo impasse das últimas duas votações: um Parlamento fragmentado e sem nenhum grupo político capaz de formar um governo.
Apesar de uma reação fria dos países árabes, o acordo de paz de Trump recebeu o apoio ontem do governo brasileiro. Em nota, o Itamaraty disse que o acordo é “realista”, “ambicioso” e “compatível com os princípios constitucionais que regem a atuação externa do Brasil”.
“O governo brasileiro saúda o plano de paz e prosperidade, apresentado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que configura uma visão promissora para retomar o caminho rumo à tão desejada solução do conflito israelense-palestino.” (Com agências internacionais)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.