O motorista Felipe Silva Pereira, de 35 anos, foi encaminhado ao Presídio Masculino de Florianópolis na noite desta sexta-feira (1º), após se apresentar ao delegado Fabiano Ribeiro, na 2ª Delegacia de Polícia de São José. Ele atropelou e matou o procurador de Justiça Aor Steffens Miranda, 50, e o engenheiro João Carlos Schultz, 36, na madrugada desta sexta-feira, na avenida Beira-Mar de São José. O delegado Ribeiro vai indiciar o motorista por duplo homicídio doloso e embriaguez ao volante.

Felipe dirigia uma Mercedes C180 quando ocorreu o atropelamento na Avenida Beira-Mar de São José, que matou na hora Miranda e Schultz. Conforme o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), a ocorrência foi registrada por volta das 2h20. As vítimas estavam conversando na calçada após um jogo de futebol. Elas foram atingidas pelo veículo desgovernado em alta velocidade, e foram arrastadas por uma distância de 50 metros.
SeguirOs dois air bags da Mercedes, do motorista e do carona, abriram e amortizaram o impacto nos ocupantes. Além do condutor Felipe, também estava no carro o irmão Ricardo. Funcionários da quadra de futebol sintético e amigos das vítimas que estavam no churrasco correram para o local, mas nada puderam fazer. Os irmãos Pereira foram conduzidos ao Hospital Regional de São José. Felipe se negou a fazer teste de alcoolemia. Durante a inspeção na Mercedes C 180, em frente a Central de Plantão Regional de São José, já à tarde, técnicos do Instituto Geral de Perícia recolheram uma térmica de um litro, onde havia resto de cerveja.

Velocidade acima do permitido
A Mercedes C 180 estava em velocidade acima do permitido para a via. De acordo com a Guarda Municipal de São José, a velocidade máxima permitida na avenida é de 60km/h, com redução nas curvas. Porém, tudo isto teria sido ignorado pelo condutor da Mercedes, Felipe Silva Pereira, 35, que perdeu o controle da direção do veículo e não conseguiu fazer o traçado.
Na manhã deste sábado, o procurador de Justiça Aor Steffens Miranda foi enterrado e o engenheiro João Carlos Schultz, cremado. O jovem Felipe, responsável pelo atropelamento só deve falar em juízo sobre o ocorrido.