O secretário de segurança do Estado, Paulo Cezar de Oliveira, esteve nos estúdios da NDTV nesta segunda-feira (24), entrevistado por Márcia Dutra no ND Notícias. Escolhido após meses de análises por parte do governador Jorginho Mello para o cargo, o chefe da segurança pública no Executivo catarinense comentou sobre algumas das linhas de atuação que a Secretaria pretende adotar para políticas estaduais em relação às escolas, à segurança urbana e à proteção das mulheres. Veja a seguir trechos da entrevista:
O secretário de segurança do Estado, Paulo Cezar de Oliveira, esteve nos estúdios da NDTV nesta segunda-feira (24). – Foto: Reprodução/ND“A segurança pública precisa ocorrer nos municípios. No modelo anterior, havia uma integração no topo. Nós precisamos virar isso de cabeça para baixo e trazer essa integração para a base, nos municípios. O Estado precisa oferecer ao município a efetividade da segurança pública.”
Segundo o secretário, as guardas municipais devem participar deste processo. “As guardas têm sido muito esquecidas, embora elas tenham crescido e desempenhado um papel importante nos últimos anos. As guardas municipais têm sido decisivas inclusive na segurança escolar e precisam ser valorizadas.”
Nos municípios pequenos, uma solução à vista para o governo do Estado seria a formação de guardas metropolitanas, onde grandes municípios podem atender menores.
Segurança nas escolas
O projeto Escola Segura, oficializado nesta segunda-feira (24), terá início com treinamento de profissionais para oferecer segurança nas unidades de ensino, afirma Oliveira.
Segundo o secretário, os professores já estão sendo treinados, em uma doutrina inspirada na abordagem dos Estados Unidos, que prega a fuga, se esconder, e, se preciso, lutar. “Você tem que ter o treinamento fora do muro da escola, e dentro da escola.”
“Sem treinamento as pessoas ficam perdidas e não conseguem nem apertar o botão do pânico. É preciso envolver a segurança do professor, do funcionário da escola, para que ele saiba qual é a rota de fuga, saiba apertar o botão do pânico.”
O secretário afirma ainda que o governo estuda um aplicativo com botão do pânico, porém, o foco inicial deve ser a capacitação no cotidiano escolar para o enfrentamento de situações de violência.
Violência contra a mulher
Questionado sobre medidas para a segurança da mulher e o combate ao feminicídio, o secretário defende “atacar o problema pela raiz”, já no primeiro registro de agressão, para evitar desfechos piores. “As notificações precisam ser vistas com muita seriedade. Vamos fortalecer a autoridade local para resolver estes problemas.”