Uma ocupação de terra foi realizada na noite de sexta-feira (27), por 28 famílias, em um terreno no bairro Monte Cristo, na região continental de Florianópolis. Situada próximo ao Lar Fabiano de Cristo, a área foi ocupada por pessoas que aguardam há anos o início do projeto que previa a construção de habitações populares por parte da Prefeitura da Capital no espaço. Neste domingo (29), foi realizada uma missa de apoio ao ato com a presença do padre Vilson Groh.

De acordo com a advogada popular Luzia Cabreira, foi acertado em 2006 que, em até três anos, a prefeitura construiria habitações e áreas de lazer para que as famílias morassem no local, cujo terreno foi cedido pelo Lar Fabiano de Cristo à prefeitura com este intuito. Em 2009, o prazo venceu e o projeto não teve nenhum sinal de avanço. Com a ocupação, foram improvisadas aproximadamente 16 casas e pequenos barracos de lona e madeira.
Na manhã de sábado (28), um fiscal da prefeitura e agentes da Polícia Militar e da Guarda Municipal estiveram no local. Segundo Cabreira, para justificar a desocupação, eles afirmaram que as moradias provisórias construídas no local seriam irregulares. “A Prefeitura não tem a possa da área, não possui um documento para provar isso”, afirmou.
Seguir“Depois de muita negociação e pressão, fizemos um acordo e a ocupação foi embargada, foi tudo paralisado”, disse Luzia. Segundo ela, que trabalha na causa junto à advogada Cariny Pereira de Souza, as famílias permaneceram no local e nenhuma moradia provisória foi derrubada. Também foi acertado que nesta segunda-feira (30) o diálogo entre a prefeitura e o movimento seria retomado. A expectativa, assim, é que o projeto das habitações, enfim, avance. “Na segunda, continua o diálogo sobre essa situação, que está absurda, com uma fila de espera longa e famílias aguardando anos e anos por moradias”, explica Luzia.
O Notícias do Dia entrou em contato com a Secretaria Municipal de Assistência Social, que informou que a ação de sábado (28) foi organizada pela secretaria do Continente. A assessoria da secretaria, no entanto, não retornou o contato da reportagem até a publicação desta matéria.
