Com inovação e flexibilidade, pequenos negócios reagem ao caos climático
As imagens desoladoras das enchentes que devastaram Santa Catarina em 2023 e se repetiram em 2024 ainda estão vivas na memória do povo brasileiro.
A tragédia expôs nossas fragilidades e nos confrontou com a urgência de repensar os modelos de desenvolvimento. Ainda mais quando recentes estudos da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) apontam que esses fenômenos podem se tornar cinco vezes mais frequentes nos próximos anos.
Nesse contexto, a COP 30, que ocorrerá em Belém, assume um significado ainda maior para os estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, por exemplo. No centro dessa transformação reside um ator fundamental: os pequenos negócios.
Somente no ano passado, mais de 70% de todos os empregos formais estavam nas MPEs (Micro e pequenas empresas). Por isso, não é exagero afirmar que não haverá transição verde se não considerarmos os pequenos negócios como parte fundamental dessa mudança.
O Sebrae compreendeu o tamanho desse desafio e tem empenhado esforços para ampliar o acesso das pequenas empresas à inovação, à bioeconomia, a projetos de preservação do meio ambiente e das formas ancestrais de relação e respeito à natureza.
São muitos os pequenos negócios que hoje operam, minimizando as perdas, prolongando a vida útil dos produtos, transformando resíduos em matéria-prima e promovendo a sustentabilidade. Cerca de 33% dos pequenos empresários afirmam adotarem práticas relacionadas à economia circular em seus pequenos negócios.
Seja no Litoral catarinense, nos pampas gaúchos, na floresta Amazônica, no Cerrado ou Pantanal, ou mesmo nos grandes centros urbanos, não podemos desistir do compromisso de buscar um novo modelo de desenvolvimento para o nosso país.
Um exemplo prático é o projeto pró-catadores, do Sebrae, que vai atender mais de 4,6 mil catadores e 211 cooperativas, que se inserem no conceito da economia circular.
As pequenas empresas – devidamente apoiadas – têm as condições de reagir com mais flexibilidade às incertezas, de forma ágil e inovadora. Por isso, a participação ativa desses negócios na COP 30 será fundamental para assegurar a transição justa que todos nós almejamos.