Desmatamento: consciência coletiva

Pelo segundo ano consecutivo, Santa Catarina reduziu o desmatamento. Conforme o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, elaborado pelo MapBiomas, em 2024 o Estado apresentou queda de 39,9% na área desmatada, na comparação com o ano anterior. Com esse resultado, Santa Catarina alcançou 79% de redução no desmatamento nos últimos dois anos.

O desmatamento de matas e florestas é um dos problemas ambientais mais graves e persistentes do país. Embora o Brasil abrigue algumas das maiores e mais ricas formações florestais do planeta — como Amazônia e Mata Atlântica —, essas áreas têm sofrido com a exploração ilegal, a expansão agropecuária e a falta de fiscalização efetiva.

As consequências são evidentes: perda de biodiversidade, desequilíbrio climático, ameaça à vida de populações indígenas e tradicionais, além de prejuízos à imagem do país no cenário internacional.

Nos últimos anos, tem havido esforços significativos por parte de órgãos públicos para combater o desmatamento, especialmente por meio do fortalecimento de políticas ambientais, da aplicação de multas, da fiscalização por satélite e da atuação de instituições como Ibama e ICMBio.

Programas como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal demonstram que é possível reduzir a destruição quando há vontade política e articulação entre diferentes esferas de governo.

Nesse contexto, a cooperação entre a União e os Estados é fundamental. Para a presidente do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina), Sheila Meirelles, o resultado é fruto do trabalho sério e transparente que vem sendo desenvolvido pelo IMA e demais órgãos de fiscalização ambiental. Atividades como educação ambiental e fiscalização, e o uso de tecnologias inovadoras, são fundamentais para combater o desmatamento de forma eficaz.

Entretanto, o combate ao desmatamento não pode ser responsabilidade exclusiva do Poder Público. A sociedade tem um papel crucial. Consumidores podem optar por produtos de origem sustentável e pressionar empresas por cadeias produtivas livres de desmatamento.

Organizações da sociedade civil podem contribuir com ações de educação ambiental, reflorestamento e denúncia de crimes ambientais. Além disso, o engajamento político, por meio do voto e da participação em debates públicos, é essencial para garantir que o meio ambiente seja prioridade nas agendas governamentais.

Preservar as florestas é preservar a vida. É preciso compromisso, cooperação e, acima de tudo, consciência coletiva. O tempo para agir é agora.