Tragédia dolorosa nas rodovias e famílias
O mês de maio mostrou, mais uma vez, números que não gostaríamos de trazer. As rodovias estaduais de Santa Catarina, que cortam o Estado com cerca de 4.500 quilômetros, continuam sendo palco de tragédias evitáveis. Apesar da leve redução no número total de sinistros, o dado mais cruel e inaceitável cresceu: as mortes.
De janeiro a maio deste ano, 103 pessoas perderam a vida nas rodovias estaduais. No mesmo período de 2024, foram 69. Alta de mais de 49% no número de vidas interrompidas — muitas delas em colisões frontais e saídas de pista provocadas, em grande parte, por excesso de velocidade e ultrapassagens forçadas.
Apenas em maio, foram 571 acidentes. Mais de 300 resultaram em feridos e 27 pessoas morreram. Cada número desses carrega uma história, uma família destruída, um luto que poderia ter sido evitado. O destaque negativo não surpreende mais: imprudência. Velocidade além do limite, desrespeito às regras básicas de circulação, pressa injustificável que vira tragédia.
Os alertas são constantes. O Detran/SC entregou, com maestria, uma edição estadualizada do Maio Amarelo. A PMRv (Polícia Militar Rodoviária) também não mede esforços, com campanhas educativas, fiscalização intensa e presença nos postos de todas as regiões do Estado.
Campanhas, infelizmente, não salvam vidas, mas o comportamento do condutor, sim. Mais de 95% dos sinistros decorrem de falha humana. É doloroso repetir o óbvio, mas necessário: ultrapassar em local indevido, dirigir acima da velocidade, beber e pegar o volante — essas atitudes matam. Não há desculpa, não há segunda chance. A estrada não perdoa imprudência.
Fica, mais uma vez, o apelo de todos que acreditam na preservação da vida: conduza com responsabilidade. Planeje seu trajeto, respeite os limites da via e do seu veículo, cuide da manutenção e jamais misture direção com álcool.
Você pode estar sozinho ao volante, mas nunca estará sozinho na estrada. No carro da frente vai uma família. Na sua casa, alguém te espera. Não frustre essa expectativa. Que não tenhamos que, mês após mês, lamentar o que poderia ter sido evitado com mudanças de postura.