FOTOS: Artista catarinense transformou paixão da infância em trabalho sério

Hoje, a pintora blumenauense tem uma empresa e trabalha exclusivamente com a sua arte

Raquel Bauer Blumenau

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Um talento que surgiu na infância, foi deixado de lado na vida adulta, retornou com o início da pandemia e agora é a profissão de Elisa Joana da Silva, de 23 anos. Assim pode-se resumir a história da artista blumenauense que transformou o amor pela arte em ganha-pão.

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    Elisa Joana da Silva - Arquivo pessoal/ND
    Elisa Joana da Silva - Arquivo pessoal/ND
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    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND
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    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND
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    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND
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    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND
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    Elisa Joana da Silva - Gabriel Affonso/ND
    Elisa Joana da Silva - Gabriel Affonso/ND
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    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND
    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND
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    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND
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    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND
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    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND
    Mural feito pela artista. - Arquivo pessoal/ND

Hoje, ela vive exclusivamente da arte que faz e se tornou referência quando o assunto são paredes diferentes. Além disso, quem mora em Blumenau com certeza já viu uma obra da artistas: a escadaria do Morro do Aipim, localizada na Rua Itajaí, que dá acesso à rua do antigo restaurante Frohsinn, foi totalmente revitalizada pela artista em parceria com a Secretaria de Turismo e Lazer. A obra recebeu o nome de “Cachoeira de Concreto“.

“O meu maior projeto foi a Cachoeira de Concreto, uma escadaria com 50 metros e 120 degraus”, destaca Elisa.

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Obra Cachoeira de Concreto, localizada na Rua Itajaí, em Blumenau. – Foto: Arquivo pessoal/NDObra Cachoeira de Concreto, localizada na Rua Itajaí, em Blumenau. – Foto: Arquivo pessoal/ND

Redescobrindo a arte

A artista conta que desde pequena sempre amou arte, mas tinha deixado as tintas um pouco de lado. “Eu sempre amei pintar, desenhar, só que a gente vai crescendo e, infelizmente, não vai desenvolvendo tanto esse lado”, diz.

Formada em Publicidade e Propaganda, Elisa começou a trabalhar como design gráfico, criação de logomarcas, sempre voltada para a parte de criação em publicidade. Só que, em determinado momento, ela começou a achar que aquele trabalho não era arte.

Apesar da frustração, ela continuou trabalhando e, de repente, a pandemia de Covid-19 chegou. A jovem lembra que nesse período ficou muito nervosa, ansiosa e entediada. “Além daquela situação de ter que ficar em casa, eu estava fazendo o TCC [Trabalho de Conclusão de Curso]. Eu estava muito angustiada e queria alguma coisa que me relaxasse nas horas vagas, porque a minha vida sempre foi uma correria, estudando, trabalhando e eu não estava sando lidar com aquele tempo pra mim”, relembra.

Foi nesse momento que ela resolveu voltar com algo que sempre fazia na infância, mas havia deixado de lado: a arte. “Eu comprei umas telas em papelaria mesmo, tinta escolar, guache, uns pincéis bem básicos… só para fazer uma brincadeira, ter alguma coisa para descontrair e relaxar um pouco. Só que eu me descobri muito naquilo”.

Foi assim, em uma brincadeira para ajudar na ansiedade durante a pandemia, que Elisa acabou se tornando uma pintora requisitada em Blumenau e na região.

Vivendo de arte

Ela postou no Instagram as telas que havia pintado e, no mesmo dia, vendeu tudo. “Eu postei no meu perfil pessoal e muita gente gostou. As pessoas começaram a pedir e eu vendi todas no mesmo dia e a intenção nem era vender, era só mostrar uma coisa legal que eu tinha feito”, ressalta.

Naquele dia, ela recebeu inúmeras mensagens de pessoas pedindo encomendas e ela viu uma oportunidade de trabalhar com o que mais gosta. “Chegou o momento que eram tantas encomendas que eu não estava mais dando conta de fazer tela e trabalhar ao mesmo tempo, ficou uma loucura, Além disso, eu comecei a ter outras demandas, pessoas me pedindo para pintar móveis, objetos”.

Em pouco tempo de carreira, a artista deu um novo passo importante que surgiu a partir do pedido de uma amiga: pintar a parede de um quarto. Elisa nunca tinha feito nada parecido, mas tomou o desafio. “Essa amiga me pediu para pintar a parede do quarto dela, outra me pediu para pintar o banheiro. Fui contratada para pintar a biblioteca de uma escola e assim surgiu o @esverdiou, que é meu perfil de arte”. Por lá, ela é seguida por mas de 3,5 mil pessoas.

As paredes que Elisa pintou fizeram muito sucesso e elevaram o trabalho e as demandas da artista. “Chegou o momento em que eu já tinha tanta procura das paredes que aquele trabalho já estava me rendendo mais financeiramente do que o meu trabalho formal”. Foi assim que ela tomou uma decisão importante: tornou a Esverdiou uma empresa e resolver ser sua própria chefe.

“Hoje, eu trabalho só com arte no período integral. Faço umas três paredes por semana entre outras encomendas do tipo e, há dois meses consegui me mudar graças ao meu trabalho como pintora”, destaca.

Frutos

O trabalho da artista blumenauense está rendendo bons frutos: em abril ela foi chamada para ser palestrante World Creativity Day, um evento que acontece mundialmente voltado à criatividade e à arte.

Para conhecer mais o trabalho da Elisa, siga o @esverdiou.

Elisa durante palestra no World Creativity Day – Foto: Arquivo pessoal/NDElisa durante palestra no World Creativity Day – Foto: Arquivo pessoal/ND

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