100 dias de guerra: União Europeia e EUA impõem novas sanções contra a Rússia

A UE concluiu o 6° pacote de sanções sem o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa russa, como exigia a Hungria

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Redação ND Florianópolis

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Esta sexta-feira (2) marca 100 dias de guerra entre Rússia e Ucrânia. O conflito já deixou mais de quatro mil mortos, segundo a ONU. A guerra parece estar longe de acabar, mas novas sanções estão à vista dos líderes mundiais. Esse é o caso da União Europeia e dos Estados Unidos, que devem implantar novas medidas.

A guerra entre Rússia e Ucrânia já soma mais de 4 mil mortos, além de uma crescente crise econômica mundial – Foto: Anatolii Stepanov/AFP/NDA guerra entre Rússia e Ucrânia já soma mais de 4 mil mortos, além de uma crescente crise econômica mundial – Foto: Anatolii Stepanov/AFP/ND

A União Europeia (UE) conseguiu derrubar, nesta quinta-feira (2), o último obstáculo que restava para aprovar seu sexto pacote de restrições contra a Rússia ao retirar o líder da Igreja Ortodoxa Russa, o patriarca Kirill, da lista de sancionados, como exigia a Hungria.

Os documentos finais com os detalhes do sexto pacote de sanções ainda precisam da aprovação por escrito dos países do bloco para que possam ser publicados no diário oficial da UE na sexta-feira (3).

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A proposta original do documento incluía um embargo total às compras europeias de petróleo russo, ampliação da lista de pessoas e de entidades sob sanção, o veto às transmissões de três redes russas de TV no espaço da UE e a retirada de bancos da rede Swift.

O plano exclui o petróleo que chega por oleodutos para proteger a Hungria, de acordo com a Agência de Notícias AFP. Esta última vetava a totalidade do acordo por temer os efeitos do mesmo para sua segurança energética.

EUA também traz medidas

Outro grande gigante mundial atuante desde o início do conflito foi os Estados Unidos. Por lá, o Departamento do Tesouro americano anunciou a inclusão em sua lista de sanções de novos nomes ligados ao presidente russo, Vladimir Putin, intensificando a pressão para que Moscou ponha fim à invasão da Ucrânia.

A medida irá atingir poderosos russos. Isso porque elas vão ao encontro de vários iates de tamanho grande, supostamente usados por Putin, como “Graceful”, “Olympia”, “Shellest” e “Nega”.

A empresa Imperial Yachts, fornecedora de serviços de superiates para “membros da elite russa, incluindo o círculo íntimo do presidente Putin”, também está na lista do Tesouro americano; assim como a Skyline Aviation, com sede em San Marino.

Em um comunicado, o Tesouro diz se tratar de “redes-chave usadas pelas elites da Rússia, incluindo o próprio presidente Vladimir Putin, para tentar ocultar, movimentar dinheiro e desfrutar, anonimamente, de seus bens de luxo ao redor do planeta”.

Com isso, acrescenta a nota, consegue evitar as sanções ocidentais sem precedentes impostas desde a invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro.