2º turno: Adriano quer equipe técnica e promete desburocratizar Joinville

Concorrendo pela primeira vez às eleições municipais, Adriano Silva, do NOVO, falou dos planos para o Grupo ND em Joinville

Luana Amorim Joinville

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Desbancado políticos experientes, Adriano Silva foi uma das surpresas das eleições municipais de Joinville, no Norte do Estado. O candidato do NOVO garantiu a vaga no segundo turno no primeiro pleito que participa.

Esta é a primeira vez que Adriano concorre a um cargo público – Foto: Luana Amorim/NDEsta é a primeira vez que Adriano concorre a um cargo público – Foto: Luana Amorim/ND

Segundo ele, o sentimento é de agradecimento a todos que o ajudaram a conquistar os 60.728 votos neste domingo (15). Para ele, isso significa que os eleitores mostraram nas urnas que querem a mudança para cidade.

“Esse primeiro turno foi fantástico. A gente sabia que tinha condições de chegar ao segundo turno, mas imaginava que ia ser mais próximo do segundo ou terceiro colocado, não do primeiro. Isso mostra que Joinville quer a mudança no sistema político. Não só mudar nomes, mas mudar a forma de fazer política”, comemora.

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Apesar da filosofia do partido Novo de não aceitar coligações, Adriano não descarta receber o apoio dos candidatos derrotados no primeiro turno. Iniciando a campanha já nesta segunda (16), o empresário garante que a campanha será de “muita rua e muito trabalho”.

“Agora, eu vou poder falar com mais clareza dos meu projetos e das minhas propostas que foram criadas junto com voluntários há cerca de um ano e meio. Então, vou para as ruas para trazer as pessoas com esse propósito de mudança”, enfatiza.

Trabalhar com pessoas técnicas e desburocratizar a cidade é o principal objetivo

Sem trazer mudanças em seu plano de governo para o segundo turno, Adriano defende que, se for eleito, fará um trabalho ao lado de pessoas técnicas, sem indicação política. Segundo ele, esse modelo já está dando certo em Minas Gerais, o que mostra que ele pode ser reproduzido em Joinville.

“Nós vamos trabalhar com pessoas técnicas. Pode ser servidores ou pessoas de fora, mas sem indicação política. A pessoa vai ocupar o cargo porque ela conhece o tema, se preparou e tem perfil, currículo e habilidade para executá-lo”, salienta.

Segundo Adriano, sua ida para o segundo turno é uma resposta do eleitor que quer a mudança na cidade – Foto: Luana Amorim/NDSegundo Adriano, sua ida para o segundo turno é uma resposta do eleitor que quer a mudança na cidade – Foto: Luana Amorim/ND

Outro ponto destacado pelo candidato é a questão da desburocratização principalmente no cenário pós pandemia, onde a economia ainda encontra dificuldades para continuar gerando emprego e renda.

“Estamos prontos para liderar a mudança que a Joinville precisa e a primeira coisa que a gente quer fazer é o mutirão da desburocratização para que de uma vez por todas a burocracia diminua e o empreendedor possa instalar sua empresa, gerando emprego e renda. Isso que a gente precisa fazer de forma urgente”, garante.

Confiante de que o resultado ao fim da eleição seja positivo, Adriano garante que vai liderar a cidade no combate à Covid-19 no próximo ano.

“Ainda vai existir a pandemia quando a gente assumir a prefeitura. Então, vamos liderar com transparência e diálogo, mostrando qual é a situação real e, se possível, manter as aulas e fazer com que a economia sofra o menos possível. Ou seja, dar condições para os hospitais, para resposta médica necessária, mas sem causar danos à economia”, finaliza.

Quem é Adriano Silva?

Adriano Bornschein Silva tem 42 anos e é formado em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi diretor comercial e de marketing da empresa Catarinense Pharma, que pertence a sua família, e há seis anos é presidente da instituição. Também preside a Força Empresarial para Emergências (FEE). Há mais de 15 anos, é voluntário e faz plantão de socorrista no Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville. É a primeira vez que se candidata a um cargo público.

A candidata à vice de Adriano é Rejane Gambin, do mesmo partido. Formada em jornalismo, trabalhou como repórter, apresentadora, editora-chefe e professora.

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