8 de janeiro: catarinense desiste de fuga mas é presa a mando de Moraes por ‘risco’, diz defesa

Dirce Rogério foi presa suspeita de integrar grupo de fuga para Argentina; condenada a 16 anos de prisão por atos do 8 de janeiro, ela usava tornozeleira eletrônica

Foto de Leicilane Tomazini

Leicilane Tomazini Florianópolis

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A catarinense Dirce Rogério, de 55 anos, está entre os 49 presos na operação da Polícia Federal que mirou fugitivos da “Lesa Pátria”, realizada nesta quinta-feira (6). A cabeleireira foi condenada a 16 anos de prisão pelos atos do 8 de janeiro e é suspeita de integrar grupo que estaria planejando uma fuga para a Argentina.

8 de janeiro: catarinense é presa suspeita de integrar possível grupo de fugaCatarinense foi condenada pelos ataques do 8 de Janeiro – Foto: Reprodução/Redes Sociais/ND

Ao portal UOL, o advogado de Dirce, Helmar Amâncio, disse que sua cliente rejeitou a proposta de fuga por orientação dele.

“Ela, por meio de pessoas que também participaram [dos atos], foi convidada a fugir do Brasil de forma a não cumprir com a condenação. Só que, por minha orientação e acreditando no andamento do processo normal, eu a orientei a não sair do Brasil”.

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A defesa de Dirce afirmou ainda que irá recorrer da prisão e informar ao Supremo que, ao contrário das acusações de fuga, a cabeleireira rejeitou fugir para o exterior.

Inicialmente, Dirce Rogério não estava na lista dos mandados de prisão, no entanto, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, incluiu a catarinense na ordem de prisão expedida em 17 de maio. Segundo Moraes, “Dirce oferecia risco de fuga”.

Dirce Rogério está entre os 49 presos na operação  da Polícia Federal que mirou fugitivos da “Lesa Pátria” –  Foto: Reprodução/Internet/NDDirce Rogério está entre os 49 presos na operação  da Polícia Federal que mirou fugitivos da “Lesa Pátria” –  Foto: Reprodução/Internet/ND

Moraes se baseou no fato de que vários investigados dos ataques de 8 de janeiro tentavam asilo fora do Brasil. “Como reforço ao preenchimento dos requisitos para a decretação da prisão preventiva no caso, desponta a existência de fundado receio de fuga”, disse o ministro.

E completou: “Já se contabilizam dezenas de descumprimentos de cautelares relativos a rompimento de tornozeleiras, não comparecimento ao juízo, busca de asilo político e confirmação de réus foragidos ou com execução de atos preparatórios para empreender fuga após o encerramento da sessão de julgamento e condenação pelo plenário desta corte”.

Operação Lesa Pátria mirou fugitivos condenados por atos do 8 de janeiro

A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (6), mais uma etapa da operação Lesa Pátria, para prender os envolvidos, alguns deles foragidos, nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas, em Brasília.

Os policiais cumpriram, ao todo, 209 mandados de prisão expedidos pelo STF em 18 estados e no Distrito Federal, para a captura de investigados e condenados. Os envolvidos, segundo a PF, teriam descumprido medidas cautelares judiciais ou ainda fugido para outros países.

Etapa da operação Lesa Pátria prende envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 – Foto: Reprodução/Agência Brasil/NDEtapa da operação Lesa Pátria prende envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 – Foto: Reprodução/Agência Brasil/ND

Veja o resultado da operação:

  • 49 presos
  • 160 foragidos

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