A estratégia política da reforma administrativa

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O governador Jorginho Mello (PL) completa dois meses no comando de Santa Catarina com um balanço positivo sobre as ações políticas, as articulações e os atos administrativos.

Solenidade de posse dos novos secretários – Foto: Roberto Zacarias/SECOM/Divulgação/NDSolenidade de posse dos novos secretários – Foto: Roberto Zacarias/SECOM/Divulgação/ND

Primeiro fato a destacar: a reforma administrativa coordenada pelo secretário Moisés Diersmann apresenta coerência, agrupa órgãos dentro das secretarias específicas, procura reduzir a excessiva burocracia que atrasa o Estado e irrita os contribuintes e, sobretudo, teve a coragem de extinguir 5.500 funções, entre cargos comissionados e funções gratificadas.

Uma simples análise do cronograma antigo revela a existência de um elevado número  de “assistentes técnicos”, a maioria lotados nos gabinetes, apenas para terem direito a gratificações. Todos com notório desvio de função, prejudicando sensivelmente as atividades fim.

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Mantida a tradição política, a Medida Provisória deve ser aprovada logo pela Assembleia Legislativa. O clima político na posse dos secretários Jerry Comper (MDB) e Silvio Dreveck (Progressista) era o mais amistoso, com recíprocos votos de sucesso no governo. MDB e PP já estiveram juntos no governo Moisés, mas foi opção individual, isolada.

A entrega da MP pelo governador Jorginho Mello ao presidente da Assembleia, Mauro Nadal, foi gesto de valorização do poder na mais prestigiada solenidade dos últimos anos no Teatro Pedro Ivo Campos.

A Medida Provisória dá agilidade nas ações de governo, a começar pelas nomeações dos secretários com as novas nomenclaturas.

Os discursos, o ambiente cordial, a equação de um governo pluripartidário indicam estratégia habilidosa do novo governador.