A estudante criciumense Julia Conceição de Sá, de 17 anos, resolveu tirar o título de eleitor este ano e fazer a diferença nas eleições em 2 de outubro. “A gente tem que se preocupar desde agora com o nosso futuro, estudo, políticas públicas, saúde, desenvolvimento do país”, afirma a jovem.
Essa preocupação também motivou o adolescente Julian Frisoli, de 16 anos, em Criciúma, no Sul catarinense. “Como o jovem de hoje está bastante crítico e participativo, pensei: Por que não tirar o título de eleitor para eu mesmo escolher o meu futuro?”, diz.
Na visão de Julian, a participação dos jovens enriquece o campo de ideais do processo eleitoral. “Nós talvez tenhamos uma visão diferente dos adultos, o que é bom, porque jovens na política, como eleitores, podem trazer essas novas visões que precisamos”, pontua.
SeguirA estudante Beatriz Pereira Novak, de 16 anos, compartilha do mesmo pensamento do colega e acredita que o interesse desse grupo pela política pode resultar em mudanças.
“Os jovens carecem muito de informações sobre a política em si, os candidatos, governo e coisas desse gênero. Então, o quanto antes a gente se interessar por esses assuntos mais o Brasil tem chances de ir pra frente”, declara.
Beatriz também tirou o título de eleitor este ano e agora faz parte dos 77 mil eleitores de 16 e 17 anos em Santa Catarina. “É interessante exercer minha cidadania desde cedo. Penso que as coisas só vão para a frente quando o povo se interessa por elas. A ignorância acaba sempre impedindo o progresso”, comenta.
Julia, Julian e Beatriz estudam no Cedup (Centro de Educação Profissional Abílio Paulo), localizado no bairro Universitário. O colégio recebeu em novembro uma ação da campanha “Meu Primeiro Título #BoraVotar”, promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral.
A iniciativa surgiu efeito. Hoje, de 500 estudantes matriculados na escola, entre 16 e 17 anos, mais de 320 já tiraram o título de eleitor.