A onda totalitária toma conta também dos grupos de WhatsApp descontentes com as notícias e dossiês sobre Sérgio Moro e, na falta de argumentos para justificar o apoio a Lula, os anti-bolsonaristas agora apelam para acusações de fake news e ameaçam abandonar os grupos.
Foto: Pixabay/Divulgação NDSem saberem lidar com o contraditório, acusam os colegas de mentirosos, prometendo sair da conversa se o assunto não for de variedades, de conveniência: vinhos, culinária, fotos de flores e de clipes de músicas dos anos 1970/1980.
Falar sobre saúde, vacina, tratamento precoce faz parte da política. Falar de economia, emprego, renda, bolsa, dólar é muita política; falar de futebol, jogadores com mal súbito desmaiado em campo e outros se ajoelhando ao apito inicial “blacks lives matter” do jogo é fazer política.
SeguirFalar do sermão do Bispo da Teologia é política, falar das artes brasileiras, dos atores, cantores militantes, é entender sobre política. Falar do sistema jurídico é compreender a política, falar de agricultura, meio ambiente, viagens, passaporte é política.
Falar de educação, doutrinação nas salas de aula, ideologia de gênero é entender do que são capazes de fazer com as crianças pela política. Ora, reunir pessoas inteligentes, cultas, viajadas e compartilharem vídeos do Portas do Fundo, Stand Up Comédia, também é sobre política.
Se não sobram assuntos interessantes, o que a turma quer mesmo é calar os que enaltecem as virtudes da situação atual do país. Ser otimista e discutir o cotidiano e o destino do país em grupos de WhatsApp, tornou-se um crime, uma ofensa para os intolerantes.