Pouco mais de um mês após tirar a tornozeleira, em 12 de maio, o deputado federal Marco Antônio Pereira Gomes, conhecido Zé Trovão, faz roteiro pelo Sul de Santa Catarina.
O deputado federal Zé Trovão faz seu primeiro roteiro pelo Sul de SC sem a tornozeleira. – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação NDCom tom ameno na sua fala, rejeitando a pecha de “radical”, o ativista de direita, aliado de Bolsonaro, remete à eleição para o Senado em 2026 a esperança da insubordinação do parlamento brasileiro ao ativismo judicial, reclamado pelos seus aliados.
Sobre a tornozeleira, Zé Trovão diz que ela serviu por um longo período como troféu, mas que ultimamente virou “um peso”. Explica que o que antes era uma indicação das retaliações que sofria por seu ativismo, virou peça desconfortável. “Eu andava de bermudas e as peças olhavam para mim como se eu fosse um bandido, além do desconforto mesmo”, disse.
SeguirNas suas falas aos bolsonaristas, tem dito que a sua esperança é que nas próximas eleições para o Senado, quando dois terços das cadeiras estarão dispostas à substituição, haja uma renovação como ocorreu na última eleição na Câmara dos Deputados. Flagrantemente entende que é o Senado que deve se opor aos exageros do Judiciário.
A mudança no tom de fala de Zé Trovão pode ser observado também quando ele fala sobre a necessidade do parlamento dialogar. Revela que tão logo que assumiu o parlamento respondeu ao presidente da Câmara dos Deputados que estava ali para dialogar. Em entrevista, disse ainda que tem deputados petistas com quem “é bom conversar”. Citou o deputado federal Pedro Uczai.