A volta de Moisés

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Dia 27 agora será o julgamento do primeiro processo de impeachment contra o governador Moises, aquele referente ao aumento dos procuradores. Tudo indica que será absolvido e retornará ao governo do Estado. Há necessidade de mais um voto que sairia dos quatro desembargadores para seja afastado em definitivo. E isso não deverá ocorrer. Dai ele volta. Mas no dia 4 de dezembro está marcada a admissibilidade do segundo processo, aquele que envolve os respiradores, e que poderá tirar Moises do governo novamente. Mas ai tem outro detalhe, embora a desembargadora relatora, de repente, condene o governador, inclusive porque R$ 19 milhoes continuam desaparecidos, há fortes indícios que deputados não seguirão a relatora. Estranho. Os deputados não tinham condenado Moises, inclusive numa CPI? Foram taxativos. Foram determinados. E agora sem nenhum motivo extra voltam atrás? Se isso se confirmar fica complicado de tirar o manto de suspeita da Assembleia. E surgem várias indagações. A primeira delas, é referente a data marcada pelo presidente do Tribunal Especial, desembargador Ricardo Roesler, sobre o primeiro processo de impeachment. Caso a vice governadora também fosse afastada junto com Moises o julgamento seria antecipado para o dia 27 de novembro, como está ocorrendo agora? De repente iria para o ano que vem para ter eleições indiretas onde a Assembleia escolheria o novo governador. Mas Daniella Reinehr foi salva pelo deputado Sargento Lima a pedido de Bolsonaro. Dai perdeu o interesse? A matemática era para os dois sairem. E sobre o segundo processo, de repente, os deputados não estão mais tão empenhados e preocupados com o que ocorreu com os respiradores e o comportamento do governo? Por que mudaram? Pelo menos é esse o sentimento que fará Moises voltar ao governo. Caiu o interesse que todos acreditavam que era defender o Estado. Pois é , a Assembleia terá que dar muita respostas…

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