Advogado de SC faz pichações acusando Alckmin de usar ‘drogas comunistas’

Claudemir Antônio Parisotto é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal; ele é de Chapecó, no Oeste do Estado

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Redação ND Chapecó

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O advogado chapecoense Claudemir Antônio Parisotto é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal por fazer pichações contra o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) e atacar o PT (Partido dos Trabalhadores).

Geraldo Alckmin (PSB) teve o nome citado nas pichações. – Foto: Arquivo/José Cruz/Agência Brasil/NDGeraldo Alckmin (PSB) teve o nome citado nas pichações. – Foto: Arquivo/José Cruz/Agência Brasil/ND

Parisotto tem 48 anos e mora em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, e teria afirmado que foi a Brasília porque queria conversar com o presidente Jair Bolsonaro (PL). O motivo seria a “descoberta” de uma droga de “reeducação comunista”, que seria o LSD.

Nas redes sociais, Parisotto já compartilhou vários vídeos com teor político apoiando Bolsonaro e criticando posições esquerdistas. O advogado teria alegado à polícia que teve contato com o LSD pela primeira vez em 2020, sem consentimento. As informações são do portal Metrópoles.

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Depois, teria usado a droga outras sete vezes: cinco em Santa Catarina, uma durante o voo para Brasília e a outra na capital federal, “em um coquinho, que lhe foi oferecido para comer por uma pessoa que conheceu na Rodoviária do Plano Piloto”.

O advogado ainda teria dito que quem supostamente lhe deu LSD eram pessoas “cooptadas por comunistas” e alegou que o grupo faz com que ele “tome água, sorvete, ou outro alimento com a droga”. Parisotto ainda relatado que pichou monumentos em Brasília sob efeito de drogas.

As frases “Lula drogou Alckmin com LSD”, “PT reeducou Alckmin com droga LSD” e “O Alckimin foi drogado com LSD, a droga da reeducação comunista”, foram pichadas em monumentos de Brasília com letras em vermelho. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Parisotto falou sobre o suposto entorpecente descoberto.

Polícia Civil investiga

As primeiras pichações foram feitas nas fachadas dos ministérios da Saúde e da Agricultura e equipes do 6º Batalhão da BPM (Polícia Militar) começaram a monitorar a região para localizar o suspeito. Dias depois, policiais legislativos do Senado chegaram a correr atrás de Parisotto, mas não conseguiram o alcançar. Na fuga ele deixou uma mochila cair.

A partir dessa pista, a identidade do advogado foi descoberta, mas nem isso intimidou Parisotto a parar com as pichações, que seguiram nas paredes do Museu Nacional da República, bem como os anexos do Senado e da Câmara dos Deputados. O Ministério das Relações Exteriores e a Catedral de Brasília também foram pichados. As depredações ocorreram entre 22 e 24 de novembro.

Parisotto foi abordado em frente ao Ministério da Defesa na quinta-feira (1º) por policiais que fiscalizavam a área central de Brasília. Ele se identificou como advogado, mas tinha uma lata de tinta spray nas mãos e foi levado à delegacia.

Em depoimento, o advogado confessou que era o autor das pichações, mas negou que estava prestes a pichar o Ministério da Defesa. Ele não apresentou nenhum documento de identidade, apenas uma cópia do que teria dito ser uma consulta ao banco de cadastro dos advogados do Brasil.

A reportagem do ND+ tentou localizar a defesa de Parisotto, mas não obteve retorno até esta publicação.

*Com informações do Metrópoles