Afinal, onde estão os R$ 33 milhões?

Semana decisiva para o Governador Moises com a votação do impeachment relativo a compra de respiradores

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O Governador Carlos Moisés da Silva, do PSL, entra em semana decisiva para seu mandato. Na próxima sexta-feira, dia 26 de março, acontece a votação do segundo pedido de impeachment.

Carlos Moisés – Foto: Arquivo/Mauricio Vieira/Secom/Divulgação/NDCarlos Moisés – Foto: Arquivo/Mauricio Vieira/Secom/Divulgação/ND

Dessa vez, está em pauta a compra de respiradores, no valor de R$ 33 milhões, pagos antecipadamente e que não foram entregues.

Os recursos também não foram totalmente recuperados.

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O Tribunal do impeachment é formado por cinco desembargadores e cinco deputados presididos pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Roessler.

A sessão, que deveria ter acontecido em dezembro do ano passado e foi transferida para março, terá início às 9 horas da manhã. Na ocasião, a desembargadora Rosane Wolf vai apresentar seu relatório com a recomendação pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia.

Caso o relatório seja pelo pelo prosseguimento do processo, serão necessários seis votos para que Moisés seja afastado por até seis meses do cargo, até que haja definição sobre a situação do Governo.

Com a aproximação de Moisés com a maioria dos deputados, inclusive a participação do MDB e do PP no Governo, as apostas são que os deputados devem votar em bloco pelo arquivamento do processo.

Se a previsão política é um menos complicada, apesar de atitudes como a do Sargento Lima no primeiro pedido de impeachment, a dos desembargadores é difícil.

Num jogo no entanto, cuja vitória do Governador era dada como certa, há nos bastidores a informação que pode não ser uma partida tão fácil quanto aparentava.

Certo nisso tudo é que o Governador Moisés, apesar de ter recebido “salvo conduto” do Ministério Público, que determinou o arquivamento da denúncia de improbidade administrativa contra ele, ainda leva consigo o carimbo dos R$ 33 milhões.

O que pode esgotar a almofada de tinta do carimbo é não somente a absolvição dele no processo de impeachment mas a indicação por parte da Justiça, do responsável pelo sumiço do dinheiro público.

Porque uma das perguntas mais realizadas pelos catarinenses hoje é: afinal, onde estão os R$ 33 milhões?