Agonia dos moradores em terrenos de marinha poderia ser evitada com gesto simples e produtivo

Falta de comunicação do governo federal teria evitado surpresa com carta que cobra valores altos pela posse definitiva; além disso, ajudaria a melhorar a percepção da sociedade em relação à União

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A possibilidade de domínio pleno dos terrenos de marinha em um pequeno trecho da avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, a Beira-Mar Norte, em Florianópolis, merecia uma explicação antecipada aos donos dos imóveis. A medida será ampliada, em breve, para todo o Estado.

O teor da carta encaminhado pelo Ministério da Economia dá a entender que o morador precisará pagar quantias expressivas, à vista. Do contrário, a informação correta é que participa quem quer do chamado desaforamento.

Beira-Mar Norte, em Florianópolis, é por onde começou o projeto – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Divulgação/NDBeira-Mar Norte, em Florianópolis, é por onde começou o projeto – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Divulgação/ND

Faltou comunicação

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A possibilidade de “se livrar da sócia”, como ilustrou o superintendente do Patrimônio da União em Santa Catarina, é mais uma das boas ações do governo Jair Bolsonaro. Os municípios, os Estados e a União não são imobiliárias. Precisam focar naquilo que é pertinente ao cidadão. Fato é que, realmente, a comunicação institucional do governo é muito falha.