Mesmo após a decisão de suspender a gratificação aos diretores da Companhia Águas de Joinville, o diretor-presidente da empresa e os integrantes do Conselho de Administração estiveram na Câmara de Vereadores para explicar a proposta.
Águas de Joinville falou sobre gratificação em sessão na Câmara – Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ/NDNa sessão da segunda-feira (6), eles responderam aos questionamentos dos vereadores sobre a gratificação que, com o reajuste salarial aplicado em maio, poderia chegar a até R$ 200 mil.
O presidente do Conselho da Administração, Marcelo Hack, explicou que a remuneração variável foi uma forma de reter os talentos da empresa e evitar um aumento real no salário dos diretores.
Seguir“Fizemos uma pesquisa de mercado que demonstrava que empresas do setor pagavam salários melhores do que a CAJ. Para que não fizéssemos um aumento real, o conselho entendeu que uma remuneração variável seria a forma mais acertada de fazermos a retenção de talentos”, disse.
A suspensão diz respeito à gratificação. Assim, os diretores e o diretor-presidente ainda podem receber o PPR (Programa de Participação de Resultados), que será pago conforme os resultados atingidos, podendo chegar a até dois salários.
O que os vereadores questionaram
Vários vereadores se posicionaram sobre a gratificação durante a sessão. “A maior parte da população de Joinville está insatisfeita”, disse Lucas Souza. Brandel Junior também se manifestou: “acho que não é compatível com a economia que vivemos hoje. Nem tudo que é legal, é moral”.
Diego Machado destacou que a Câmara de Vereadores deveria ter sido consultada sobre a gratificação. “É uma empresa pública, é da população, e quem representa a população somos nós vereadores”, falou.
Diante dos posicionamentos, Marcelo Hack reconheceu que “houve falha de comunicação”. Durante a sessão, o diretor-presidente Giancarlo Schneider e o presidente do Conselho de Administração também falaram sobre as metas e desafios da empresa.