O ministro Alexandre de Moraes, presidente em exercício do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou que o canal Grupo B38, no Telegram, apague um diálogo falso entre um suposto líder de facção criminosa e Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT.
O material foi manipulado para fazer parecer que Gomes conversou com um líder de facção não identificado. Decisão semelhante envolveu o aplicativo Kawai, onde o vídeo também passou a circular por meio do usuário Anderson Tomaz. As informações são do site Poder 360.
Ex-ministro Ciro Gomes é investigado por suposto pagamento de propina em obras da Arena Castelão – Foto: Reprodução/ YoutubePara isso, usou conversas entre integrantes de uma organização criminosa obtidas pela PF (Polícia Federal) em 2019 e trechos da entrevista de Ciro em setembro do mesmo ano. O PDT pediu a exclusão ao TSE.
SeguirMoraes afirmou que “o vídeo já teve a veracidade desmentida em diversos meios de comunicação, restando assentado tratar-se de montagem que alterna trechos de conversas de integrantes de organização criminosa com fragmentos de entrevista concedida pelo pré-candidato”.
Segundo o ministro, trata-se de ” “de veiculação de fato sabidamente inverídico, com a aparente finalidade de vincular a figura do pré-candidato a membros de organização criminosa, o que, em tese, configura propaganda eleitoral negativa”.
Multa
O ministro fixou multa diária de R$ 10 mil caso o grupo não apague o vídeo e determinou ainda que responsáveis pelo canal exerçam “o controle sobre o conteúdo veiculado”, sob pena de multa de R$ 15 mil. Os mesmos valores valem quanto à decisão envolvendo o usuário do Kawai.