Mesmo com a chegada da Defensoria Pública, o serviço da Assistência Judiciária Gratuita nunca deixou de existir justamente por conta da demanda. Em Joinville, o anúncio da ampliação de recursos, dos serviços prestados e até a melhor remuneração foi bem recebida pela OAB-Subseção daqui do Município. Era uma verdadeira dor de cabeça já que, ou o advogado demorava muito para receber, ou o valor era bem inferior, em torno de 50% menos que a tabela da OAB.
Presidente da OAB/Joinville comemora ampliação dos serviços da advocacia dativa – Foto: Divulgação NDEm Joinville, são 1.070 advogados dativos com milhares de atendimentos nos últimos dois anos. A presidente da subseção, Maria de Lourdes Zimath, vê como essencial essa melhoria na remuneração a esses profissionais que realizam um trabalho social importante. Como definiu, é uma maneira de contemplar a cidadania e ampliar o acesso à Justiça para quem muitas vezes não tem condições de pagar. Uma forma de inclusão a milhares de moradores.
A existência da Defensoria Pública é também peça fundamental no direito à Justiça, mas não dá conta da demanda. Existem municípios catarinenses que não possuem, ou mesmo o número de defensores públicos é insuficiente. Em comparação, são 8,5 mil advogados dativos e 119 defensores públicos em Santa Catarina.
SeguirA presidente da OAB/Joinville, mais conhecida como Tuti no meio jurídico vive os últimos momentos a frente da subseção, já que em alguns meses novas eleições deverão acontecer. Além disso, nessa semana em que se celebra a Semana da Advocacia, nesta quarta-feira (11) o dia do Advogado, a entidade celebra juntamente 50 anos de existência. Maria de Lourdes Zimath é a primeira mulher a assumir a presidência de toda história da OAB/Joinville.