Anderson Torres depõe na CPI da Câmara Legislativa do DF sobre atos de 8 de janeiro

Ex-ministro da Justiça, Anderson Torres ficou 117 dias preso por suposta omissão em relação aos atos que resultaram na invasão da Praça dos Três Poderes

Foto de Giovanna Inoue, do R7

Giovanna Inoue, do R7 Brasília

Receba as principais notícias no WhatsApp

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, presta depoimento nesta quinta-feira (10) à CPI, que investiga os atos de 8 de janeiro na CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal).

Torres compareceu à CPMI do Congresso Nacional que apura o mesmo tema na última terça (8) e falou por pouco mais de sete horas. As informações são do R7.

Ex- ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, está em liberdade provisória desde maio, concedida pelo STFEx- ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, está em liberdade provisória desde maio, concedida pelo STF – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

Depoimento de Anderson Torres

Torres ficou 117 dias preso por suposta omissão em relação aos atos que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Ele está sob liberdade provisória desde maio, concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

À CPMI, afirmou que “houve falha grave na execução” dos protocolos de segurança no 8 de janeiro, o que teria possibilitado as invasões. O ex-ministro disse também que não recebeu informações sobre a gravidade da situação antes de viajar com a família para os Estados Unidos, no dia 6.

Essa é a quarta vez que o depoimento de Torres é marcado no colegiado da Câmara Legislativa. Na primeira convocação (9 de março), o ex-ministro estava preso e solicitou ao STF que não fosse obrigado a comparecer, o que foi concedido. Na segunda (16 de março), a data coincidiu com o depoimento dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na terceira (23 de março), Torres informou ao STF que não queria prestar depoimento por não ter “nada a acrescentar”.

Relembre o caso

Anderson Torres foi nomeado secretário de Segurança Pública do DF (SSP) pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) no dia 2 de janeiro, ao deixar o governo federal. Ele foi ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro e havia conduzido a SSP entre 2019 e 2021.

No dia 6, dois dias antes dos atos, o então secretário viajou com a família para o Estados Unidos de férias. Ele foi exonerado do cargo no mesmo dia dos atos e teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes no dia 10.

Torres foi preso preventivamente no dia 14 de janeiro ao desembarcar dos Estados Unidos e permaneceu detido até 11 de maio, quando foi liberado com liberdade provisória. Desde então, o ex-secretário usa tornozeleira eletrônica, está com o porte de arma de fogo suspenso e não pode deixar o país, usar redes sociais ou manter contato com os outros investigados no inquérito.