Anonymous vaza dados de cartões de ‘corruptos’ e seguidores vão às compras

Grupo de hackers vazou os dados de pessoas que, segundo eles, são 'governantes corruptos'

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Redação ND Florianópolis

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Depois de declarar guerra ao governo Jair Bolsonaro, a comunidade virtual conhecida por Anonymous fez uma ação nesta terça-feira, 7 de Setembro. Formada basicamente por hackers voluntários, o grupo usou a internet para vazar dados de cartões de créditos de supostos corruptos.

“Hoje iremos azar algumas informações importantes para o momento em que o nosso país está vivendo. Precisamos muita da ajuda de cada um de vocês”, diz uma das mensagens, convocando a ação de seguidores.

Casos dos cartões vazados seriam de pessoas envolvidas em corrupção, de acordo com o Anonymous – Foto: ReproduçãoCasos dos cartões vazados seriam de pessoas envolvidas em corrupção, de acordo com o Anonymous – Foto: Reprodução

O Anonymous incentivou o uso desses cartões divulgados, e ainda orientou os usuários a como se comportar nas compras.

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A ideia era dificultar a origem das compras, mas vários usuários postaram o que compraram com os dados dos cartões vazados. Os objetivos mais visados para compras são eletrônicos, como Iphone e carregadores.

Seguidores do grupo Anonymous usaram os dados dos cartões vazados para fazer compras – Foto: Reprodução TwitterSeguidores do grupo Anonymous usaram os dados dos cartões vazados para fazer compras – Foto: Reprodução Twitter

Os vazamentos iniciaram às 8h, conforme o grupo anunciou que faria. Imagens com números de cartão e CPFs dos donos foram publicadas aos poucos.

Vale ressaltar que fazer uso para si ou para outros com cartão de crédito de terceiros é crime. A punição varia entre multa e cadeia, de acordo com o artigo 171 do Código Penal brasileiro. É o chamado estelionato, com penas de até cinco anos de cadeia, além de multa.

O primeiro cartão vazado pelo grupo Anonymous – Foto: ReproduçãoO primeiro cartão vazado pelo grupo Anonymous – Foto: Reprodução

Em junho do ano passado, o Anonymous divulgou dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro e dos seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo. Além disso, foram divulgadas também informações pessoais do então ministro da Educação Abraham Weintraub, e da ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

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