A imprensa internacional repercutiu nos principais jornais do mundo, nesta segunda-feira (8), a decisão no ministro Edson Fachin do STF (Supremo Tribunal Federal) que anulou as condenações do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva
A notícia foi primeira página em jornais de países como Argentina, Estados Unidos, França e Reino Unido.
Após decisão do STF, ex-presidente do Brasil Luis Inácio Lula da Silva pode concorrer à presidência em 2022 – Foto: Divulgacão/Paulo Alceu/NDO francês Le Monde destacou que a decisão “potencialmente o torna elegível para enfrentar Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2022”. A publicação também mostra que a Bolsa brasileira (B3) caiu mais de 4% logo após a decisão, e que a notícia provocou reação dos aliados de Bolsonaro.
SeguirO New York Times, nos EUA, diz que a decisão tem o “potencial de remodelar o futuro político do Brasil”. O jornal informa que há ampla expectativa de que Lula deve concorrer à presidência em 2022. No Washington Post, também dos EUA, destaca que as condenações de Lula tinham relação com escândalos na Petrobrás mas que, segundo Fachin, o caso do ex-presidente não teria relação direta com os casos de corrupção investigados na estatal.
Os dois principais jornais argentinos, Clarín e La Nación, destacaram que Lula agora poderá voltar a ser candidato. O Clarín informou que Fachin “ordenou que a investigação fosse reiniciada em outras jurisdições devido à suposta parcialidade do Ministério Público e do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro”.
O La Nación diz que “Bolsonaro vê com bons olhos reeditar a polarização com o PT”.
O The Guardian, da Inglaterra, diz que Lula “pode estar pronto para uma sensacional tentativa de retorno” após a decisão judicial. O jornal ouviu analistas que classificaram a notícia como uma “bomba política”.