Uma sequência de ataques aéreos russos atingiu a cidade de Dnipropetrovsk, no sudeste da Ucrânia, na madrugada desta sexta-feira (11).
De acordo com informações do Ministério da Defesa ucraniano, os bombardeios atingiram áreas residenciais do município, que tem cerca de 1 milhão de habitantes, e ocorreram por volta de 6h10 (1h10 no horário de Brasília). As informações são do site SCC10.
Prédio danificado após o bombardeio das forças russas – Foto: Sergey Bobok/ AFP/NDOs projéteis acertaram casas e imóveis comerciais e provocaram incêndios. Uma pessoa foi morta. As equipes dos bombeiros tentam conter o fogo que continua se alastrando em uma fábrica de sapatos, em uma área de 500 m², além de oito prédios residenciais.
SeguirNesta quinta (10), as equipes de socorro do Ucrânia atenderam cerca de 570 ocorrências na tentativa de conter os danos causados no país como incêndios e tombamento de estruturas instáveis.
Em cooperação com a Cruz Vermelha, as autoridades instalaram 79 tendas na fronteira estadual das regiões de Odessa, Lviv e Chernivtsi para recepção a cidadãos que tentam deixar a Ucrânia.
Desde o começo dos trabalhos, mais de 198 mil assistências foram prestadas para os civis. As operações de evacuação são feitas de ônibus, trens ou carros privados e atingiram mais de 449 mil pessoas, sendo 92 mil crianças e 5,2 mil portadores de alguma deficiência.
Reunião do Conselho de Segurança da ONU
O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) agendou para essa sexta (11) uma reunião para a discussão feita pelos russos de “atividades biológicas militares dos Estados Unidos na Ucrânia”, negadas com veemência pelo governo Biden.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse que a alegação russa é “absurda” e pelas redes sociais afirmou que a ação é uma “manobra óbvia para tentar justificar o ataque premeditado, não provocado e injustificado à Ucrânia”.
Psaki emitiu um alerta público em que afirmava que a Rússia pode usar armas químicas ou biológicas contra o país invadido.
Mais sanções à Rússia
Joe Biden anunciou um plano para combater mudanças climáricas – Foto: Reprodução/YoutubeO presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai anunciar nesta sexta (11) seu desejo de retirar da Rússia o status comercial de “nação mais favorecida”, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto, uma medida que abriria caminho para aumentos de tarifas.
A aprovação final da nova medida de retaliação à invasão da Ucrânia pela Rússia, a ser tomada em coordenação com os países do G7 e a União Europeia, será decidida pelo Congresso, acrescentou a fonte.