Em live, Bolsonaro cita protestos e faz balanço de fim do mandato: ‘não vamos jogar a toalha’

Chefe do Executivo discursou nesta sexta-feira (30), antes de embarcar para os Estados Unidos, onde vai passar os próximos dias

Redação ND Florianópolis

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Em pronunciamento na manhã desta sexta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro (PL) citou os protestos que tomaram a frente dos quartéis após o resultado das eleições. O presidente disse que não concorda com o termo “atos antidemocráticos” e que tentou, seguindo a Constituição, uma “saída” para a posse de Lula (PT).

Bolsonaro fez pronunciamento – Foto: Reprodução/Facebook/NDBolsonaro fez pronunciamento – Foto: Reprodução/Facebook/ND

Acrescentou que certas medidas, no entanto, precisam do apoio do parlamento, Supremo e outros órgãos e instituições.

“O que houve no Brasil foi uma manifestação do povo que não teve liderança e coordenação. Um protesto pacífico e ordeiro que tem que ser respeitado – contra ou a favor quem quer que seja. Aqui em Brasília, via manifestações violentas por parte da esquerda, os black blocks, marchas, MST invadindo prédios em Brasília, nunca isso foi taxado de atos antidemocráticos. Tudo feito pela esquerda é bacana”, disse.

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Ao lembrar questões ligadas à pandemia da Covid-19, desoneração da folha e assentamento, o presidente procurou fazer um balanço do seu governo. Bolsonaro reclamou da situação dos Correios e da Embratur, dizendo que havia corrupção nos dois.

Bolsonaro relembrou as motociatas que fez pelo Brasil ao longo de seu governo. Disse que as esperanças de vitória eram palpáveis observando as milhares de pessoas que o acompanharam nas ruas. Destacou a suposta parcialidade da campanha e injustiças que teriam sido adotadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante o processo eleitoral.

“É um momento triste para milhões de pessoas. Alguns outros estão vibrando, mas são minoria. É um momento de reflexão. Tem gente chateada comigo, dizendo que eu deveria ter feito qualquer coisa. Mesmo dentro das quatro linhas tem que ter apoio”, repetiu.

Bolsonaro projetou ainda que a “ideologia nefasta da esquerda não deu certo em nenhum lugar e não será no Brasil que dará [certo]” e criticou a futura gestão.

“O que temos pela frente agora, a partir de janeiro, não é bom, mas não é por isso que a gente vai jogar a toalha, deixar de fazer oposição, deixar de criticar, deixar de conversar com seus vizinhos agora com muito mais propriedade e conhecimento. O que queremos? Vou dizer que fui o melhor presidente do mundo? Não, mas dei o meu sangue ao longo desses quatro anos. “, disse.

O presidente chegou a cogitar que se a facada que ele levou tivesse sido fatal o Brasil estaria pior hoje. “Foi a mão de Deus que me salvou, foi também a mão Dele que me elegeu. Dou minha vida pela pátria”, garantiu.

Bolsonaro deu a entender que aposta todas as fichas no parlamento como empecilho para o futuro governo. “O Brasil não vai se acabar no dia 1º de janeiro. Temos aí trinta dias pela frente que o parlamento está de recesso e volta em 1º de fevereiro, e é um parlamento mais conservador, mais de direita, menos dependente do poder Executivo”, explicou.

O presidente reafirmou sua crença no Brasil e em Deus e agradeceu seus apoiadores.

“Perdem-se as batalhas, mas não as guerras. Muito obrigada a todos vocês por terem me proporcionado quatro anos à frente da presidência da República. Fui compreendido por muitos e por muitos, não. Vocês sabem a importância da união, do valor à liberdade, de amar a família e buscar a paz e a harmonia para que possamos viver em tranquilidade”, concluiu.

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