Mesmo após audiência de custódia nesta segunda-feira (24), o ex-deputado federal Roberto Jefferson permanece preso. Além de permanecer atrás das grades, será transferido para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, onde esteve detido no ano passado.
O ex-deputado estava no presídio de Benfica, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. De acordo com o site R7, ele se entregou à Polícia Federal, por volta de 01h10 da manhã desta segunda-feira.
Roberto Jefferson vai continuar na cadeia – Foto: Valter Campanato/Agência BrasilA decisão veio algumas horas depois de Jefferson ter resistido a uma tentativa de prisão. Na data, quando policiais federais estiveram em sua casa, Jefferson resistiu usando arma de fogo e explosivos contra os agentes.
SeguirMoraes proíbe visitas
O portal ND+ divulgou nesta segunda-feira (24) que o Conselho Federal da OAB ingressou com pedido de ajuste na decisão judicial que levou o ex-deputado federal Roberto Jefferson à prisão. O motivo é a proibição do acesso do advogado do acusado ao estabelecimento prisional sem a prévia autorização do STF.
“Ocorre que ao estabelecer a prisão cautelar do acusado, restou consignado na decisão que fica o denunciado proibido de conceder qualquer entrevista ou receber quaisquer visitas no estabelecimento prisional, salvo mediante prévia autorização judicial por este Supremo Tribunal Federal, inclusive no que diz respeito líderes religiosos, familiares e advogados”, escreve um trecho do documento entregue nesta segunda-feira ao STF.
Entenda o caso
O ex-deputado Roberto Jefferson foi indiciado pela PF (Polícia Federal) nesta segunda-feira (24) por quatro tentativas de homicídio contra agentes da corporação.
Conforme informações apuradas pelo portal R7, o indiciamento se refere aos dois agentes da PF feridos durante cumprimento de mandado de prisão e outros dois que não foram atingidos, mas estavam no local na hora em que ele disparou tiros de fuzil contra as viaturas.
O ataque ocorreu na residência do ex-parlamentar, localizada em Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro. O ex-deputado reagiu a uma ordem de prisão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele já estava em prisão domiciliar por ameaçar e realizar ataques pelas redes sociais contra a Corte e seus ministros.
No entanto, mesmo proibido de usar a internet, de manter contatos com outros investigados e de sair de casa, ele proferiu ataques contra a ministra Cármen Lúcia, em razão do voto dela em uma ação da Corte que vetou, temporariamente, o lançamento de um documentário da produtora Brasil Paralelo sobre o ataque contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha de 2018.