Jeferson Chupel (PSD) e Marli Meireles Prestes de Luca (PP) foram na noite desta sexta-feira (7) eleitos, respectivamente, prefeito e vice-prefeito de Papanduva. Eles governarão o município do Norte de Santa Catarina até 2024, quando novas eleições serão realizadas.
O pleito foi decidido pelos nove vereadores após a perda dos direitos políticos do ex-prefeito Luiz Henrique Saliba (PP), condenado na Operação Patrola e investigado na Mensageiro. O então vice-prefeito João Jaime Iankoski (PSD), que estava na ordem de sucessão, renunciou.
Dupla vai governar o município até 2024. Pleito foi decidido em sessão na Câmara de Vereadores, realizada na noite desta sexta-feira – Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL/Divulgação/NDPara quando a renúncia do chefe do Executivo ocorre nos dois anos finais do mandato, a lei determina a realização de eleições indiretas: os vereadores devem eleger o prefeito que encerrará a gestão – no caso de Papanduva, governar até o fim de 2024.
SeguirO pleito foi disputado por duas chapas. A dupla formada pela professora Jacqueline Tabalipa de Almeida Balena (MDB) e Mariângela Silveira Senna (MDB) concorreu com a chapa do até então presidente em exercício, Jeferson Chupel (PSD), e a vereadora Marli Meireles Prestes de Luca (PP).
Schupel permanece como prefeito até o fim de 2024 – Foto: Câmara de Vereadores de Papanduva/Divulgação/NDChupel e de Luca receberam os votos de todos os parlamentares do Legislativo, exceto o das duas candidatas, Balena e Senna.
A sessão teve início com o sorteio da ordem de votação. Cada parlamentar municipal teve até um minuto para se manifestar durante o voto.
Como votaram os vereadores
- Alexandre Miguel Grabovski (PP): Chupel e de Luca;
- Ernildo Selinke (PSD): Chupel e de Luca;
- Adolfo Geraldi (PSD): Chupel e de Luca;
- Marli Meireles Prestes de Luca (PP): Chupel e de Luca;
- Jacqueline Tabalipa de Almeida Balena (MDB): Balena e Senna;
- Valdecir Vaneski (Branco) (PP): Chupel e de Luca;
- Moises dos Passos (PP): Chupel e de Luca;
Prisão e renúncias
A votação ocorreu após o ex-prefeito Luiz Henrique Saliba perder os direitos políticos há um mês, quando a sua condenação na Operação Patrola por recebimento de propina transitou em julgado – situação em que uma sentença se torna definitiva.
Saliba foi preso em 6 de dezembro no âmbito da Operação Mensageiro, que investiga supostas fraudes em contratos de lixo. Com a perda do foro privilegiado decorrente da condenação na Operação Patrola, o ex-prefeito teve seu processo transferido para a comarca de Papanduva. Por conta disso, ele foi solto nesta sexta-feira (7).
Após a prisão de Saliba, então vice-prefeito Iankoski assumiu o cargo, mas renunciou no fim de abril. Foi quando o ex-presidente da Câmara de Vereadores Jeferson Chupel assumiu o cargo de prefeito. Desde então, Sandra Silva (PSD) é a presidente do Legislativo municipal.