Após prisão de ex-ministro, Bolsonaro muda discurso sobre Milton Ribeiro; veja

A prisão foi feita pela Polícia Federal; o presidente já havia defendido o ex-ministro declarando que "colocaria sua cara no fogo", por ele

Redação ND Florianópolis

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O ex-ministro Milton Ribeiro foi preso durante a operação da PF (Polícia Federal), que cumpriu nesta quarta-feira (22) quatro mandados de busca e apreensão no prédio do MEC (Ministério da Educação), em Brasília. O Presidente da República, Jair Bolsonaro, comentou o caso.

Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Educação Milton Ribeiro em ato no Planalto, quando Ribeiro ainda era ministro – Foto: Alan Santos/PR/NDPresidente Jair Bolsonaro e ministro da Educação Milton Ribeiro em ato no Planalto, quando Ribeiro ainda era ministro – Foto: Alan Santos/PR/ND

A ação da PF foi feita através da Operação Acesso Pago, que apura tráfico de influência e corrupção na liberação de dinheiro público do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Milton Ribeiro foi preso  em Santos, no Estado de São Paulo, e enviado à Capital federal.

Após a repercussão, o presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou a prisão do ex-ministro da Educação, dizendo que os dois se afastaram e que Ribeiro era responsável pelos seus atos.

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“Nós afastamos ele. Se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal de que a Polícia Federal está agindo. Ele responda pelos atos dele. É um sinal de que eu não interfiro na PF. Se prendeu, tem um motivo. Se alguém faz algo de errado, vai botar a culpa em mim?”, questionou Bolsonaro.

Na época em que as denúncias foram feitas, Ribeiro foi defendido pelo Presidente da República, que disse colocar a “cara no fogo pelo Milton”.

O advogado do ex-ministro, Daniel Bialski, declarou que Ribeiro “já assinou a procuração” e que está em busca das cópias do processo para poder formalizar o habeas corpus.

A PF identificou indícios de atividades criminosas na liberação do dinheiro do fundo com base em documentos, depoimentos e relatório da CGU (Controladoria-Geral da União).

Milton Ribeiro foi preso sob suspeita de prática dos seguintes crimes:

  • crimes de corrupção passiva, com pena de 2 a 12 anos de detenção;
  • prevaricação (crime funcional, praticado por funcionário público contra a Administração Pública), com pena de 3 meses a 1 ano de reclusão;
  • advocacia administrativa, que pode levar de 1 a 3 meses de detenção;
  • tráfico de influência, com pena de 2 a 5 anos de reclusão.

Com informações do Portal R7*