Uma conversa por videochamada, na qual aparecia o atual chefe da Casa Civil do Estado, Amandio João da Silva Junior, causou polêmica ao final do depoimento do empresário Samuel de Brito Rodovalho à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Respiradores. Os membros da CPI consideraram um fato grave e resolveram convocar Amandio para depor na próxima semana.
Reprodução de imagem de videochamada do empresário Samuel Rodovalho com a participação de Amandio Junior, atual chefe da Casa Civil. Foto: Solon Soares/Agência ALA imagem que consta no inquérito do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) já havia sido mostrada durante a abordagem do relator Ivan Naatz ao empresário Samuel de Brito de Rodovalho. Ao identificar os demais participantes da conversa, Rodovalho disse que tinha uma amizade pessoal com Amandio.
Já ao final do depoimento, alertado por seguidores nas redes sociais, Naatz voltou a mostrar a imagem para pedir explicações, alegando que a conversa seria sobre o episódio dos respiradores. O empresário negou categoricamente que tivesse conversado com o Amandio na última semana e reafirmou que o atual chefe da Casa Civil é um amigo informal e que a conversa ocorreu há dois meses, quase 20 dias antes de assumir o cargo em substituição a Douglas Borba, preso preventivamente na segunda fase da Operação Oxigênio.
SeguirSegundo Rodovalho, a conversa teria acontecido sobre um projeto de montagem de kits para a Covid-19 com uma empresa de São Paulo, que acabou não evoluindo. O deputado Kennedy Nunes (PSD) chamou a atenção para a presença de outro integrante do governo, Sandro Pinheiro, que foi assessor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável e atualmente seria assessor especial da Casa Civil.
Notas esclarecem participação em videochamada
O secretário da Casa Civil, Amandio João da Silva Júnior, enviou nota para esclarecer a situação criada pela divulgação da imagem na CPI dos Respiradores. Segundo Amandio, “se trata de uma reunião via web para apresentação de um projeto de Drive Thru para testes do Covid 19 na cidade de Florianópolis, que também foi apresentada para a ACIF e outras entidades empresariais em outras oportunidades, sem a minha presença”.
A foto é de 22 de abril. “Um negócio privado, transparente e que acabou não acontecendo. Destaco que neste período eu não exercia qualquer cargo público e atuava, como minha vida inteira, na iniciativa privada. Desde 22 de abril nunca mais mantive contato com Samuel Rodovalho. Infelizmente a CPI busca, mais um a vez, desvirtuar os fatos”, completou.
O assessor especial da Casa Civil Sandro Yuri Pinheiro também enviou nota para esclarecer que em 22 de abril não era mais servidor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável. “O negócio não teve sequência, e não tive mais nenhum contato com o Sr. Samuel, com o qual não tenho nenhuma relação de amizade”, finalizou.