O Grupo ND acompanhou de perto a votação do projeto que tratava da Previdência Especial em Santa Catarina. O resultado, amplamente divulgado, foi de rejeição. E daqui de Joinville, os três representantes justificaram seus votos. Dos três, um foi favorável.
Foto: Vicente Schmitt/NDFernando Krelling (MDB), ainda após a discussão em plenário, publicou em suas redes sociais o motivo. Para ele, quem não levou o projeto acabou tirando suas próprias conclusões. “Esse projeto foi desvirtuado, criaram um fato e inventaram que tratava-se de uma aposentadoria especial para deputados. E isso não é verdade”, enfatizou em seu vídeo.
O voto favorável dele foi porque o servidor de carreira poderia optar também por outra forma da previdência, a complementar e iria gerar economia de até R$ 1 bilhão para SC. Ao mesmo tempo, ele lembrou que a opção existia para servidores comissionados ou deputados também aderirem.
SeguirJá Kennedy Nunes (PTB), ferrenho da oposição ao governo atual do Estado, foi claro e objetivo dizendo: “não tinha como votar favorável até por conta recente reforma da previdência”.
“Há tempo atrás o governo mandou uma reforma da previdência que ‘ferrou’ com o servidor que ganhava acima de R$ 1 mil até R$ 5 mil. ‘Ferrou’ com policiais civis e penais dizendo que não tinha dinheiro para pagar. E dias depois manda um projeto que é para beneficiar quem ganha altos salários, deputados e assessores”, justificou Kennedy.
O deputado estadual Sargento Lima (PSL) também se pronunciou para esta coluna e começou falando que o projeto foi de proposta do governo e não dos deputados. No entendimento dele, era uma proposta de moralizar a previdência do servidor público, mas abria uma parceria na previdência complementar.
“Nós estávamos criando uma oportunidade de patrocinar parte da previdência desses servidores. Eu estou falando de gente que recebe até R$ 60 mil por mês, não é uma brincadeira. Não considero justo que eu ou você ajudemos a pagar a previdência de quem recebe tanto”, justificou Lima.
O deputado foi o que apresentou voto vista contrário e pode-se dizer dando caminho final para rejeição ao projeto de lei complementar. O texto estabelecia um bônus para o servidor para que aderisse ao módulo da previdência. Era necessária maioria absoluta, mais de 21 votos o que não aconteceu.