O nebuloso cenário político das eleições deste ano em Santa Catarina pode clarear a partir desta semana. Na quinta-feira (10) termina o prazo para inscrição dos candidatos às prévias do MDB. O mundo político saberá, então, se o senador Dário Berger vai se inscrever ou se fará a opção pelo convite do PSB para concorrer ao governo catarinense.
Dário Berger e Carlos Moisés tem futuro partidário indefinido – Foto: Divulgação/NDO futuro partidário de Dário Berger e do governador Moisés é uma das maiores incógnitas da atual conjuntura.
O senador tem, a rigor, duas alternativas: 1. inscreve-se nas prévias para tentar oficializar a candidatura dia 19 de fevereiro. Neste caso, manteria abertas as portas dos partidos de esquerda, com cujas lideranças vem conversando, na perspectiva otimista de levar no segundo turno. Amigos temem que seja cristianizado; 2. Desliga-se do MDB e formaliza inscrição no PSB, liderando uma aliança de esquerda. A principal incerteza estaria na posição do PT e na adesão do presidente estadual Décio Lima em abrir mão da postulação ao governo.
SeguirA indecisão do governador Carlos Moisés impede projeções sobre a disputa estadual. Impossível prever quem leva a melhor nesta queda de braço dentro do MDB: a bancada estadual exigindo a filiação de Carlos Moisés para apoiá-lo no projeto de reeleição e as bases e lideranças regionais advogando a presença de um histórico do 15 na cédula oficial.
E filiado a uma pequena sigla, como o Avante, Moisés fica fragilizado com os secretários que vão disputar mandatos.
O racha no MDB é uma realidade de consequências imprevisíveis. Não são poucos os atuais parlamentares e os pretendentes a mandatos legislativos que temem pela redução do número de deputados estaduais e federais, por conta das indefinições e da grave crise histórica.