A Associação de Arte Educadores de Santa Catarina emitiu uma nota em repúdio ao caso da exoneração do professor que lecionava na rede pública municipal de Criciúma.
Montagem com trechos do clipe Etérea, de Criolo – Foto: Reprodução/ND“Não concordamos com sua [prefeito] posição preconceituosa e criminosa, pois homofobia é crime. Não podemos nos basear em atitudes preconceituosas, mas em leis, documentos e publicações de especialistas da área da Educação e Arte de Santa Catarina, do Brasil e do Mundo”, escreve a associação.
“Acreditamos que a arte, enquanto exercício de liberdade pessoal, é a forma mais plural de expressão do pensamento crítico e, por isso mesmo, não só pode como deve problematizar e trazer para a discussão e reflexão assuntos que afligem milhares de pessoas como, por exemplo, preconceito, violência, intolerância, discriminação, afinal a arte serve, também, como elemento transformador da sociedade e mecanismo de inclusão social”, continua.
“O professor de artes selecionou um material que permite ampla discussão sobre preconceitos, estéticas, singularidades, respeito, direitos humanos, alteridade, homofobia e tantos outros assuntos que se podem estabelecer relações com esse rico material”, afirma.
Conforme o texto, a entidade se solidariza com o professor e afirma que a decisão do prefeito afronta a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Básica) e a BNCC (Base Nacional Comum Curricular)”.
O texto é assinado pela presidente da AAE-SC, Cristiane Pedrini Ugolini.