Ataques jihadistas no fim de semana deixam 27 mortos em Burkina Faso; entenda

Burkina Faso é alvo de atentados jihadistas desde 2015, por parte dos movimentos afiliados à Al-Qaida e ao Estado Islâmico

AFP África

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Durante dois supostos ataques jihadistas entre a noite de domingo (3) e segunda-feira (4), ao menos 27 pessoas morreram no Noroeste de Burkina Faso, na África. No sábado (2) também foi registrado um ataque no Norte do país.

Barricadas durante manifestações na cidade de Uagadugu em janeiro – Foto: Olympia de Maismont/AFP/NDBarricadas durante manifestações na cidade de Uagadugu em janeiro – Foto: Olympia de Maismont/AFP/ND

Fontes locais e de segurança informaram à AFP que os “indivíduos armados atacaram os civis de Burasso, uma cidade localizada perto de Dédugu”, capital da província de Kossi, especificou uma fonte de segurança, que estimou “umas 15 vítimas (fatais)”, incluindo crianças.

Uma fonte local contactada pela AFP confirmou o ataque, informando “cerca de 20 mortos”. “Os indivíduos armados primeiro deram uma volta (…) pela cidade, disparando para o alto. Voltaram mais tarde naquela noite e abriram fogo indiscriminadamente contra a população”, explicou um habitante.

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No sábado (2) também ocorreu outro ataque fatal em Namissiguima, na província de Yatenga, no Norte do país, segundo outra fonte de segurança.

“O saldo deste ataque é de 12 mortos, entre eles três VDP (Voluntários para a Defesa da Pátria)”, civis que lutam ao lado do exército, detalhou essa fonte, referindo-se também às ondas de deslocamento da população desde domingo.

Assim como seus vizinhos de fronteira Níger e Mali, especialmente o norte e o leste de Burkina Faso é alvo de atentados jihadistas desde 2015, por parte dos movimentos afiliados à Al-Qaida e ao Estado Islâmico, que deixaram mais de dois mil mortos e 1,9 milhões de deslocados.

* As informações são da AFP

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