ÁUDIO: Colombo rebate Moisés: “informação mentirosa; não tem o que falar, fala mal dos outros”

Ex-governador usou ditado "a mentira tem perna curta" e esclareceu que os recursos foram tomados por uma compensação a prejuízos financeiros que Santa Catarina sofreu em relação à política tributária

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Em resposta ao governador Carlos Moisés (Rep) sobre críticas à política de endividamento para investimentos no Estado, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) classificou a manifestação como “mentirosa”.

Carlos Moisés e Raimundo Colombo – Foto: Divulgação/NDCarlos Moisés e Raimundo Colombo – Foto: Divulgação/ND

“Quem não tem o que falar de si próprio, fala mal dos outros. Esta é a realidade que estamos enfrentando com o governo do Estado. A mentira tem perna curta e ela não dobra a esquina, já se esclarece no mesmo lugar onde ela é apontada”, disse Colombo; ouça a declaração

Colombo disse também que “nunca ficou falando” sobre a herança maldita de dívidas que recebeu. “Foram dívidas realizadas para o desenvolvimento de Santa Catarina ao longo de sua história. Não fiquei criticando, fui resolver”.

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O ex-governador afirmou que, quando assumiu o cargo, em 2011, o Estado pagava 13% do que arrecadava com dívidas. “Hoje paga 7%, porque nós renegociamos a dívida. Sobra 6% para investimentos. Essa é a diferença da boa gestão”, completou.

Sobre os R$ 3 bilhões, Colombo afirmou que o empréstimo realizado em 2013 junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foram uma compensação do governo federal diante dos prejuízos que Santa Catarina teve com uma resolução que mexeu com impostos sobre produtos importados via portos. Estados do Espírito Santo e Goiás também receberam compensações.

“As vantagens do empréstimo eram boas, com juros de 0,8% ao ano, sete anos de carência e pagamento em 25 anos”, lembrou Colombo.

Do total de R$ 3 bilhões, R$ 1 bilhão foi usado para quitar uma dívida da Celesc, cujos juros eram mais altos. Outros R$ 200 milhões foram investidos para capitalizar o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul). Os recursos ampliaram possibilidade de empréstimo, disse Colombo, e ajudaram na retomada da economia catarinense. Paraná e Rio Grande do Sul fizeram aportes semelhantes.

Os outros R$ 800 milhões foram investidos em obras do programa Pacto por Santa Catarina, em áreas como Saúde, Educação, Sistema Prisional e Assistência Social.