O jornalista Moacir Pereira comenta, nesta quarta-feira (30), o clima de revolta de empresários e trabalhadores que foram à Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina) para apreciação dos vetos do governador Carlos Moisés da Silva ao projeto de lei que reduz a alíquota de ICMS incidente sobre farinha de trigo, leite e bebidas alcoólicas.
A matéria está em discussão aqui no Estado há mais de cinco meses. Os diretores da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) se queixam com razão de não serem atendidos em suas reivindicações pelo governador durante a pandemia.
O parlamento aprovou o projeto que uniformizava a alíquota do imposto sobre as bebidas, fixando-as em 3,2%, mesma alíquota cobrada no Paraná, São Paulo e Espírito Santo. No Rio Grande do Sul, a alíquota é de 3%. No fim de 2021, o governador decidiu vetar o projeto aprovado pela maioria da Alesc.
SeguirApós 37 dias, a mesa da Alesc e as lideranças marcaram para esta terça (29) a votação dos vetos em plenário. Para a derrubada, serão necessários 21 votos. Se a matéria fosse a plenário nesta terça e houvesse derrubada dos vetos, a derrota seria do governador e da bancada do MDB.
Uma manobra política regimental transferiu a decisão de análise em plenário para as próximas 10 sessões do parlamento. A decisão só contribuiu para aumentar o descrédito que atinge o Poder Legislativo.
O jornalista destaca a decisão do prefeito João Rodrigues em continuar na prefeitura de Chapecó e não se candidatar às eleições deste ano, após garantir que buscaria um novo candidato para ser vice em sua chapa. Clésio Salvaro e João Rodrigues saem com a credibilidade arranhada. Só falta a posição oficial do empresário Luciano Hang, que fazia parte deste trio.