O jornalista Moacir Pereira comenta nesta quarta-feira (10) impasses dos bastidores políticos em relação às candidaturas e coligações em Santa Catarina visando eleições de outubro.
O de maior repercussão envolveu a frente de esquerdas com o PSB voltou a insistir nas candidaturas de Marcilei Vignatti de Chapecó do advogado Rodrigo Bornhausen de Joinville. O PT mantém a indicação de Bia Vargas, empresária de Içara.
O segundo impasse envolve área judicial. O Pros tem dois processos para julgamento em Santa Catarina até o dia 15 de agosto. Um no TJ/SC (Tribunal de Justiça) de Santa Catarina e outro no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
SeguirO presidente nacional do partido era Eurípedes de Macedo Júnior foi destituído do cargo e assumiu Marcos Holanda. Eurípedes era favorável à coligação do Pros com o PT, enquanto Holanda era favorável ao apoio à reeleição de Bolsonaro. Em Santa Catarina, assumiu a executiva o advogado Jeferson Rocha, que defendia chapa pura.
O ministro do STF, Ricardo Lewandowski, determinou a volta de Eurípedes Macedo ao cargo de presidente nacional do Pros e assim o comando estadual mudou e assumiu Euclides Pereira Neto, que é aliado do governador Carlos Moisés, do Republicanos.
A chapa da executiva provisória tem Ralf Zimmer Júnior como candidato a governador pelo partido e advogado Leandro Maciel como candidato ao Senado. Eles denunciaram que a advogada Fabiana Pereira, do Patriotas estava como candidata a suplente na chapa de Raimundo Colombo (União Brasil-PSD). A partir da denúncia, ela foi substituída.
O Pros é um dos partidos menores em Santa Catarina e entrou no processo autofágico sem precedentes na história política do Estado com atuação de forças poderosas no Estado e em Brasília.