Após pernoitar em Recife (PE), a aeronave KC-390, da FAB (Força Aérea Brasileira), que parte rumo ao resgate de brasileiros que estão na Polônia fugidos da guerra entre Rússia e Ucrânia, seguiu para Varsóvia, capital polonesa, mas ainda deve fazer escala em Cabo Verde, na África, e em Lisboa, em Portugal.
Aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira vai trazer brasileiros que deixaram a Ucrânia e levar 11,6 toneladas de ajuda humanitária solicitadas por diplomatas ucranianos – Foto: José Cruz/Agência Brasil/NDO cargueiro parou em Recife durante a noite para realizar uma parada técnica, estratégico em viagens longas. O avião foi reabastecido e deu tempo para descanso da tripulação.
Na volta, serão 40 brasileiros, 23 ucranianos e um polonês transportados para o Brasil. A lista pode ser ampliada, conforme solicitações do Ministério das Relações Exteriores.
SeguirPaíses sul-americanos solicitaram resgate através do voo, mas não foram atendidos. O avião tem capacidade para 72 passageiros, além dos 16 tripulantes.
Ajuda humanitária
Na ida, o avião leva uma carga de 11,6 toneladas de ajuda humanitária, solicitada por diplomatas ucranianos. Entre os equipamentos doados, estão 50 purificadores de água, alimentos desidratados e insumos médicos, cedidos pelo Ministério da Saúde.
Por causa dos protocolos da Covid-19, um médico sanitarista também acompanha a missão. O avião, conforme plano de voo, tem previsão de retorno para esta quinta-feira (10).
A cerimônia de decolagem contou com a presença dos ministros da Defesa, Braga Netto, da Saúde, Marcelo Queiroga, da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e do secretário-geral das Relações Exteriores, embaixador Fernando Simas Magalhães.
Brasileiros em meio à guerra
Até a deflagração do conflito, com a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, não havia orientação para que os brasileiros deixassem o território ucraniano, como recomendavam as potências ocidentais, e o governo brasileiro apostava, ao menos em público, numa desmobilização de tropas russas.
Nos primeiros dias de guerra, a orientação do Itamaraty era para que, quem quisesse, buscasse sair do país por meios próprios. Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores disse que não tinha condições de preparar um resgate.
*Com informações do Estado de S. Paulo e Portal JC.