O desembargador substituto do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, João Marcos Buch, aceitou as desculpas feitas, pessoalmente, pelo governador Jorginho Mello (PL).
Jorginho Mello, o desembargador João Henrique Blasi e o João Marcos Buch – Foto: Divulgação/NDJorginho foi até o TJSC no dia 29 de maio e procurou Buch e pediu desculpas. Com a aceitação do desembargador foi protocolado pelo advogado Jefferson dos Santos Kuehlkamp, defesa de Buch, um pedido de extinção do processo, que também foi assinado pelo governador e sua advogada.
A fala do governador à imprensa durante a cerimônia de posse dos novos secretários de Estado, no dia 10 de janeiro deste ano, ao ser questionado sobre a ausência do seu filho Felipe Mello, no governo, lhe rendeu um processo por injúria e danos morais impetrado desembargador substituto do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, João Marcos Buch.
SeguirPedido de desculpas de Jorginho põe fim a representação criminal
“O governo está voando baixo, o governo está tendo entrega. Para que dar margem para alguma oposição boca torta, que talvez encoste um filho para ganhar uma boquinha”, disse Jorginho Mello, em uma parte da entrevista.
Juiz João Marcos Buch concede liminar em tempo recorde – Foto: Luciano Moraes/NDNa ação, o desembargador também entrou com uma representação criminal contra o governador, pelo crime de injúria, junto ao Ministério Público Federal, e caso acate a denúncia, o MPF encaminhará o processo ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) pelo fato do governador ter foro privilegiado.
Além disso, o desembargador pediu que o governador fosse condenado a reparar os danos morais causados, com o pagamento de uma indenização monetária no valor de R$ 56.480.
Com o acordo, põe fim a todas essas representações judiciais.
Desembargador barrou nomeação do filho do governador
No dia 4 de janeiro, Buch determinou, via medida liminar, em mandado de segurança coletivo, que o governador Jorginho Mello se abstivesse de nomear o filho, Filipe Mello, ao cargo de Secretário de Estado da Casa Civil. A decisão judicial foi derrubada dias depois.